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10 anos

10 anos de Rede GNI | A primeira reportagem de nossa história

Foram meses de desenvolvimento do site, legalizações, documentações, estruturações e compra dos aparelhos necessários para a montagem de nosso primeiro escritório.

De posse do CNPJ e demais documentações, demos início as reuniões de pautas para escolhermos a primeira reportagem que iria ao ar.

O site foi inaugurado dia 15 de agosto de 2013, mas a primeira reportagem foi ao ar no dia 04 de novembro de 2013: PAI BUSCA ASSASSINAS DE SEU FILHO.

Foi uma história tocante.

O adolescente Júlio Natan foi morto com uma garrafada no pescoço, na praça central do Amapá. O adolescente foi assassinado após uma rápida discussão e após levar um golpe de um objeto cortante no pescoço durante um festival de música no Complexo Beira Rio. Só dias após o crime ficou sabendo que era uma garrafa quebrada.

Relutante, liguei para o pai do adolescente morto e pedi uma entrevista por telefone.

Nos tornamos amigos e durante muitos anos conversávamos diariamente.

Nos tornamos amigos de verdade.

Foi a primeira reportagem da REDE GNI.


Primeira Edição da Rede GNI no dia 04 de novembro de 2013

O CASO JULIO NATAN

O consultor de empresas Umberto de Sousa, de 41 anos, usa o Facebook para tentar encontrar duas adolescentes que, segundo ele, são suspeitas de envolvimento na morte de seu filho, o estudante Julio Natan de Sousa, de 15 anos. O crime aconteceu na madrugada de sábado (30), em frente à Casa do Artesão, no Complexo Beira Rio, Centro de Macapá. Segundo a polícia, as meninas estão desaparecidas desde a noite do crime.

O assassinato está sendo investigado pela Delegacia de Investigações em Atos Infracionais (Deiai). O delegado Plínio Roriz informou que, apesar de o inquérito estar na fase de oitiva de testemunhas e recolhimento de provas, há fortes indícios de que o assassinato tenha sido praticado por uma das suspeitas apontadas por Umberto.

“Antes de ser assassinado, ele foi cercado pelas meninas com a ajuda de outras pessoas que deram proteção. Elas agrediram e quebraram uma garrafa na cabeça do meu filho, tanto que havia cortes e hematomas. Ele conseguiu escapar e sentou-se em frente à Casa do Artesão. Logo depois, elas chegaram por trás e mataram o meu filho com um golpe no pescoço”, relatou o pai, ainda emocionado.

“Realmente houve agressões físicas por parte das duas adolescentes, sendo que uma delas causou a morte da vítima”, disse o delegado. “Podemos chegar ao endereço delas porque uma das testemunhas afirmou conhecer o local onde as suspeitas moram. Mas ainda vamos analisar o pedido”, disse. Segundo Roriz, o jovem ainda chegou a receber atendimento médico antes de morrer.

Menos de 24 horas após o pai de Julio ter postado a foto das jovens em sua página pessoal no Facebook, a mensagem já havia sido compartilhada mais de 700 vezes – número visualizado até a tarde desta terça-feira (3). Umberto disse que chegou à identificação das duas após ouvir relatos de testemunhas do homicídio.

“Atualmente os jovens estão todos nas redes sociais e também usei essa ferramenta como um caminho para dar pressão e fazer elas se entregarem”, disse Umberto.

No Facebook, o consultor de empresas pede que amigos ajudem a encontrar as adolescentes. “Me ajude a colocá-las na cadeia”, escreveu o pai.

Fã de Raul Seixas e Nirvana, o adolescente teria morrido após levar um golpe de um objeto cortante no pescoço durante um festival de música no Complexo Beira Rio. Antes de morrer, ele ainda teria sido vítima de agressão física, segundo o pai.

Pais postou em perfil no Facebook a foto de duas garotas que, segundo ele, são suspeitas na morte do filho (Foto: Reprodução/Facebook)Pai postou em perfil no Facebook a foto de duas garotas que, segundo ele, são suspeitas na morte do filho (Foto: Reprodução/Facebook). Elas eram namoradas.

Ainda não há informações sobre o que teria motivado o crime. No entanto, o pai acredita que o assassinato foi arquitetado dias antes. “Houve um complô para matá-lo naquela noite”, disse.

Para ajudar nas investigações, o pai conseguiu a senha da conta pessoal de Julio em uma rede social e também vai disponibilizar o celular do jovem à Polícia Civil. “Estou tentando ajudar ao máximo dentro das minhas possibilidades”, afirmou.


Léo Vilhena
@LeoVilhenaReal


Júlio Natan

Júlio Natan

Umberto de Souza, pai do Júlio Natan

 

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