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EUA: Barco de 156 anos é descoberto intacto no Lago Michigan

Após dois anos de busca com um sonar, uma dupla de historiadores marítimos, Brendon Baillod e Bob Jaeck, finalmente encontrou os restos da escuna Trinidad, que afundou no Lago Michigan, nos Estados Unidos, em 1881.

O achado ocorreu em 15 de julho de 2023, mas só foi divulgado em 31 de agosto, em comunicado redigido por Baillod. O barco naufragado há 156 anos estava intacto a cerca de 90 metros de profundidade.

O interesse de Baillod pelo Trinidad surgiu há quase 20 anos, enquanto ele construía um banco de dados de todos os navios conhecidos perdidos nas águas de Wisconsin. A escuna histórica “marcou todos os requisitos” como candidata à descoberta: havia uma boa descrição da tripulação sobre o naufrágio, ocorrido lentamente em águas profundas, o que provavelmente deixou a embarcação preservada. Além disso, o barco estava próximo a uma cidade portuária acessível e sua perda não era bem conhecida, nem mesmo pela comunidade local.

Fascinado, Baillod coletou dezenas de artigos de notícias históricas de 1800 sobre a construção, o lançamento e a perda do Trinidad. O pesquisador também localizou documentos de inscrição na alfândega do barco, estudou rotas marítimas das cartas náuticas históricas da área e as comparou com os relatos da tripulação sobrevivente. Ele encontrou ainda uma imagem histórica até então desconhecida da embarcação, datada de 1873.

Baillod trabalhou com Jaeck para criar um mapa 3D do fundo do Lago Michigan. Quando visualizaram pela primeira vez os destroços, a dupla quase não notou Trinidad, pois o barco aparecia como uma mancha indistinta na tela de um de seus equipamentos de busca.

Após fazerem uma segunda passagem em velocidade mais lenta, eles puderam ver o naufrágio. Então contataram o programa de Arqueologia Marítima da Sociedade Histórica de Wisconsin para relatar sua descoberta.

Tamara Thomsen, arqueóloga subaquática do estado, providenciou que o local fosse pesquisado pela Crossmon Consulting usando um veículo comercial operado remotamente (ROV). “Ficamos surpresos ao ver que não apenas a casa do convés ainda estava na embarcação, mas ainda havia todos os armários com todos os pratos empilhados neles e todos os pertences da tripulação”, disse Baillod ao jornal The New York Times.

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