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Itamaraty desaconselha brasileiros a visitarem Machu Picchu devido à onda de protestos na região

Itamaraty desaconselha brasileiros a visitarem Machu Picchu devido à onda de protestos na região

Moradores e Ministério da Cultura discordam da forma de venda dos ingressos para o sítio arqueológico

Por Sarah Américo

O Itamaraty emitiu uma nota nesta terça-feira, 30, orientando os brasileiros evitarem o deslocamento para região de Machu Picchu, no Peru, devido a protestos e greves que tem acontecido desde o dia 25 de janeiro. “A Embaixada orienta turistas brasileiros que estejam em Aguas Calientes a evitar deslocamentos desnecessários e a entrar em contato com a IPERÚ – entidade do governo peruano que é responsável pela assistência ao turista e está coordenando a evacuação de turistas do local”, diz o comunicado. “A Embaixada orienta turistas brasileiros no Peru a não tentarem ingressar no distrito de Machu Picchu até que esteja superado o contexto de greves e protestos”, acrescentam, e dizem que estão acompanhando de perto a situação.

A grave na localidade de Machu Picchu começou na semana passada em rejeição à decisão do Ministério da Cultura de vender pela internet praticamente todos os ingressos para o sítio arqueológico, deixou as ruas do local vazias, sem turistas ou visitantes, de acordo com a imprensa local. Grupos de moradores de Machu Picchu e operadores de turismo consideram que a venda de ingressos pela internet é uma terceirização do serviço pelo Ministério da Cultura. Após uma reunião no domingo, o autodenominado Coletivo Popular do Distrito de Machu Picchu emitiu um comunicado rejeitando a proposta do governo de criar uma mesa técnica para o diálogo. “Privatizar a venda de ingressos para Machu Picchu em favor da empresa privada Joinnus, que cobrará 3,9% por cada ingresso vendido, obtendo um lucro médio anual de 12 milhões de sóis (US$ 3,1 milhões), com Machu Picchu tendo somente uma média de 3 milhões de sóis para manutenção”, diz o comunicado do coletivo popular.

Os moradores decidiram radicalizar a greve, que impede o acesso ao sítio arqueológico desde a última quinta-feira, e ratificaram sua exigência de que a venda de todos os ingressos virtuais por uma empresa terceirizada seja cancelada. A ministra da Cultura, Leslie Urteaga, disse no último domingo que governo não mudará sua decisão de implementar um novo sistema de venda de ingressos para Machu Picchu e considerou que a paralisação “é produto de algumas pessoas que querem continuar lucrando com o patrimônio cultural através do mercado negro de ingressos”. “Há algumas pessoas (que estão por trás do protesto), entendo que são ex-autoridades de Machu Picchu, com as quais gostaríamos de conversar, mas há uma resistência lamentável a esse diálogo e não estamos aceitando chantagem de forma alguma”, disse Urteaga, em declarações citadas pelo jornal ‘El Comercio’.

A ministra afirmou que, de acordo com um relatório da Controladoria peruana, com o sistema anterior de venda direta de ingressos, cerca de 80 mil deles não eram contabilizados a cada ano, representando uma perda anual de 7,5 milhões de soles (cerca de R$ 9,3 milhões). O presidente da Câmara de Comércio e Turismo de Ollantaytambo, Carlos González, anunciou que nos últimos dias centenas de turistas foram retirados da região por não conseguirem acessar o sítio arqueológico, cuja capacidade foi ampliada para 4.500 visitantes por dia em dezembro.

*Com informações da EFE
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