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Cubano preso pela morte de americano no Rio alega ter sido drogado e não se lembra do crime

Cubano preso pela morte de americano no Rio alega ter sido drogado e não se lembra do crime

Alejandro Prevez, o cubano preso pela morte do americano Brent Sikkema, na zona sul do Rio de Janeiro, alega que não se lembra do que aconteceu. Segundo a defesa, ele desconfia que possa ter sido drogado, ao pedir uma bebida, em um restaurante, momentos antes do assassinato.

Prevez disse à polícia que a última lembrança que tem é de estar num bar. Depois disso, não se lembra de mais nada. O advogado dele, Greg Andrade, informou que um contato do bar foi passado à Polícia Civil, que deve checar a informação.

“Ele alega esse lapso de memória, ele alega também que esteve com uma pessoa, ele forneceu o contato para a Polícia Civil dessa pessoa que esteve nesse bar, nesse breve encontro. Ali, ele imagina que pode ter sido drogado. Conversou com a doutora Edna, estava muito assustado. Tinha um discurso coeso, mas ele não se lembrava de nada. O que ele relata para a doutora Edna é justamente isso: que ele não se lembra, alega que ele não estava lá, para você ter ideia”, disse o advogado à CBN.

Os investigadores chegaram até o cubano a partir de análise de câmeras de segurança. Segundo a polícia, Alejandro Prevez foi flagrado em um vídeo, em frente à casa da vítima, retirando luvas das mãos.
De acordo com as investigações, o suspeito monitorou o estrangeiro por 14 horas e esperou o melhor momento para invadir a casa de Sikkema. O laudo pericial indicou que o americano foi ferido com 18 facadas, sendo os golpes concentrados nas regiões do rosto e do tórax. Ainda segundo a polícia, o suspeito fugiu levando R$ 30 mil e US$ 30 mil, além de objetos de valor que estavam no imóvel.

Ele foi preso, na última quinta (18), em um posto de combustíveis, em Minas Gerais, quando estava em fuga devido à divulgação das imagens. Vítima e suspeito já se conheciam
Os investigadores foram informados por testemunhas que Brent Sikkema conhecia o assassino. Eles teriam se encontrado, em circunstância ainda não reveladas, em meados de 2023.

A polícia investiga uma possível ligação entre o criminoso e o companheiro da vítima, já que os dois são cubanos. O que se sabe é que o casal estava em processo de separação e brigava pela guarda do filho na Justiça.Inicialmente, a Delegacia de Homicídios da Capital considerou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) para o crime, mas nenhuma linha de investigação foi descartada.
Sikkema morava nos Estados Unidos, mas viajava para o Rio ao menos três vezes por ano. Ele era dono do apartamento no Jardim Botânico havia 10 anos e pensava em se mudar para o Brasil.

Gazeta Brazil

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