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‘O assédio à filha de Bolsonaro’, brilhante texto da jornalista Mariliz Pereira Jorge

Vivemos em uma geração agraciada por mentes brilhantes. Homens e mulheres, profissionais de larga elegância e classe, profundo conhecimento da política, história e relações internacionais, nos brindam com textos antológicos, com uma fina ironia e dosado deboche e na minha humilde opinião, queria destacar 10 jornalistas maravilhosos:

Homens: Augusto Nunes, Guilherme Fiúza, Silvio Navarro,  Jorge Serrão, Alexandre Garcia, Roberto Motta, Rodrigo Constantino, J.R.Guzzo, Flávio Morgenstern e Ricardo Boechat (In memoriam).

Mulheres: Camila Abdo, Paula Schmitt, Fabiana Barroso, Cristina Graeml, Ana Paula Henkel, Zoe Martinez, Janaína Xavier, Bárbara Destefan, Paula leal e … @Mariliajp.

A maravilhosa jornalista e escritora, Marília Pereira Jorge, escreveu um brilhante texto, onde analisou os ataques a pequena e indefesa Laura, filha caçula de Jair Messias Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.

Apesar da altura, ela é bem alta para a sua idade, Laura Bolsonaro é apenas uma criança de 14 anos.

Marília escreveu um texto antológico.

Lúcido, esclarecedor, denso e profundo.

Sincero, direto, sem rodeios e extremamente verdadeiro.

Sem narrativas, o texto esclarece o quanto está sendo invadida e vilipendiada a adolescência de uma ‘criança’, pelo simples fato de ser filha de quem é.

Repetirei, não deixa de ser crime por ser filha de quem é…

Meu Deus, a Laura é uma criança…

Leia um texto que deve ser guardado por gerações e compartilhado por milhões, que foi originalmente publicado na Folha/UOL.

Léo Vilhena
@LeoVilhenaReal


O assédio à filha de Bolsonaro

O nome da filha do ex-presidente Jair Bolsonaro foi parar nos trending topics do ex-Twitter. Para quem não é letrado nos paranauês das redes sociais, significa que era um dos assuntos mais comentados, nesta segunda (16). O mundo de cabeça para baixo e uma menina vira pauta. Não recorro aqui ao erro de milhares de pessoas que expuseram uma adolescente de 13 anos, por isso não a trato pelo nome. Erro, não, pura maldade na maioria dos casos, crime em alguns.

Trata-se de uma menina que, diferentemente de milhares que por escolha própria usam as redes para postar o look do dia ou a dancinha do momento, vive uma exposição à revelia. Mas vira alvo de opositores de Bolsonaro, que não poupam a vulnerabilidade de sua filha, chamada de coitada, feia, rabugenta, sapatão. Os mesmos que promovem cancelamentos contra quem consideram assediadores, machistas, homofóbicos.

Comportamento torpe que viola uma meia dúzia de artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), como aquele que diz ser dever da sociedade assegurar a dignidade e o respeito ou outro que aponta a necessidade de preservação de imagem e de identidade, que proíbe qualquer tratamento vexatório ou constrangedor de menores de idade. Nada disso foi garantido a uma menina que viu seu nome sair dos teclados dos animais direto para os holofotes da internet.

É desolador que parte da esquerda antibolsonarista utilize da mesmas ferramentas de ódio que seus opositores. Mas não surpreende, não é de hoje que esses extremos andam de mãos dadas. Aos amigos, justiça social. Aos inimigos, machismo, racismo, homofobia, assédio.

Mariliz Pereira Neto
https://twitter.com/marilizpj
https://www.instagram.com/marilizpj/
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marilizpereirajorge/2023/10/o-assedio-a-filha-de-bolsonaro.shtml


Mariliz Pereira Neto - Redes Sociais
Mariliz Pereira Neto – Redes Sociais

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