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Queda do avião que tinha Yevgeny Prigojin na lista de passageiros

O líder do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigojin, constava como um dos passageiros em um avião que caiu na Rússia, nesta quarta-feira. A informação foi dada pela imprensa russa. Vídeos compartilhados por mídias russas mostram a aeronave em chamas.

De acordo com as primeiras informações, dez pessoas que estavam a bordo da aeronave morreram. O avião voava de Moscou para São Petersburgo. Em junho, Prigojin organizou um motim, que durou menos de 24 horas. Depois, acabou exilado na Bielorrússia. Desde então, ele não era visto no país.

O Ministério das Emergências da Rússia confirmou, no Telegram, que nenhum passageiro sobreviveu. De acordo com o órgão governamental, o acidente foi com um avião Embraer Legacy.

“Na região de Tver, perto do vilarejo de Kuzhenkino, um avião Embraer Legacy caiu enquanto voava de Moscou para São Petersburgo. Havia 10 pessoas a bordo, incluindo 3 tripulantes. Segundo informações preliminares, todos a bordo morreram. O Ministério das Emergências da Rússia está conduzindo operações de busca”, diz o comunicado.

De acordo com a agência Tass, o ministério abriu uma investigação para apurar as causas do acidente.

“Foi iniciada uma investigação à queda do Embraer na região de Tver. De acordo com a lista de passageiros, o primeiro e o último nome de Yevgeny Prigojin estão na lista”, afirma a agência.

A aeronave tinha 16 anos de uso e voava regularmente. O avião foi comprado pelo Grupo Wagner em setembro de 2020, segundo o jornal russo Kommersant.

Aparição na África

Prigojin havia publicado, nesta segunda-feira, seu primeiro vídeo desde o motim fracassado contra a alta cúpula de Defesa da Rússia. O líder dos mercenários sugeria, na imagem publicada no Telegram por canais de apoiadores, que estava no continente africano.

Prigojin aparecia no vídeo usando uniforme militar camuflado, colete a prova de balas com cartuchos de munições, e segurando um fuzil nas mãos. Ao fundo, era possível ver uma caminhonete com outros homens armados.

Agências independentes não conseguiram checar a localização exata e a data onde o vídeo foi feito. Mas os canais de apoiadores do grupo Wagner no Telegram sustentavam que a gravação ocorreu em um país da África.

— A temperatura é de 50ºC, tudo como gostamos. O grupo Wagner torna a Rússia ainda maior em todos os continentes e a África, mais livre. Justiça e felicidade para o povo africano, estamos tornando a vida um pesadelo para o Estado Islâmico e para a al-Qaeda e outros bandidos — diz Prigojin no vídeo.

O líder dos mercenários acrescentou que o grupo Wagner está recrutando soldados e que vai cumprir as tarefas que foram definidas”.

ANI/AFP

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