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PL repudia fala de militante ligada ao PT sobre “destruir” Michelle

PL repudia fala de militante ligada ao PT sobre “destruir” Michelle
Em resposta a live com ex-presidente do partido, ala feminina do PL diz que a esquerda quer “despertar novo Adélio Bispo”.

O PL Mulher emitiu nesta 6ª feira (12.jan.2024) nota de repúdio à fala de militante ligada ao PT sobre a necessidade de “destruir politicamente” e “quiçá de outras formas” a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A declaração foi dada pela coordenadora do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) e professora de matemática do IFSC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina), Elenira Vilela. Ela foi candidata a vereadora em Florianópolis (SC) pelo PT em 2020.

“A gravidade da ameaça proferida pela mulher filiada ao PT contra a integridade de Michelle Bolsonaro está nítida e engloba, segundo as palavras dessa militante petista, não só uma destruição política e judicial, mas uma variedade de outras possibilidades”, disse a ala feminina do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Afirmou que tomará as “medidas judiciais cabíveis”. Segundo o PL Mulher, a fala da sindicalista seria a “emissão de um comando, entremeado em uma aparente pseudo-autocrítica, convocando a militância de extrema-esquerda”, afirmou.

ENTENDA O CASO
A live, transmitida pela Opera Mundi em dezembro e viralizada nas redes sociais nesta semana, também contou com a participação do ex-deputado federal e ex-presidente do PT José Genoíno. Seus comentários focaram, principalmente, nas perspectivas da esquerda para as eleições de 2024. Segundo ele, será um pleito “de clima quente”, em que se enfrentará a “extrema-direita”. Na transmissão, a militante comenta sobre a ascendência de Michelle, que tem uma “capacidade de comunicação zilhões de vezes melhor” do que a Bolsonaro. Segundo a sindicalista, Michelle foi “treinada” nas igrejas evangélicas, as quais, segundo ela, conseguem se comunicar de forma eficaz com o público. “Ela [Michelle] é uma carta chave. E se a gente não arrumar um jeito de destruir ela politicamente, e quiçá de outras formas, jurídica, por exemplo, comprovando os crimes e tornando ela também inelegível, nós vamos arrumar um problema para a cabeça”, afirmou a sindicalista.

Elenira também faz uma autocrítica a respeito da capacidade de comunicação da esquerda. “Quem tem dificuldade de falar com o povo, hoje, no Brasil, sejamos objetivos, somos nós [integrantes da esquerda]. Se você observar como ela [Michelle] mobiliza as pessoas, ela é infinitamente melhor que o Bolsonaro”, afirmou.

Em março de 2023, Michelle tomou posse como presidente do PL Mulher, ala interna do Partido Liberal. Desde esse momento, seu protagonismo na cena política tem crescido ao ponto de a ex-primeira-dama ter sido cotada para assumir uma vaga no Senado. Em 2023, o PL contratou pesquisas para averiguar o desempenho eleitoral de Michelle no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Em um levantamento do Paraná Pesquisas, seu nome apareceu como favorito ao Senado pelo Estado, na frente do ex-senador Alvaro Dias (Podemos-PR), da presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffman (PR), e da deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP).
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