UE quer barrar entrada de militares russos que invadiram a Ucrânia
Últimas atualizações em 09/06/2026 – 20:29 Por Gazeta do Povo | Feed
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs nesta terça-feira (9) que a União Europeia (UE) proíba a entrada no bloco de pessoas que tenham servido nas Forças Armadas da Rússia desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
A medida faz parte do 21º pacote de sanções preparado por Bruxelas contra Moscou. Segundo Von der Leyen, o objetivo deste novo pacote é manter a pressão sobre a economia russa e dificultar a sustentação da guerra de invasão conduzida pelo regime de Vladimir Putin.
“Propomos, pela primeira vez, proibir a entrada na União Europeia de qualquer pessoa que tenha servido nas Forças Armadas russas desde o início da guerra”, afirmou Von der Leyen, segundo o jornal britânico The Guardian. “A Europa fica fora dos limites para qualquer um que tenha participado da invasão da Ucrânia. Simples assim.”
De acordo com a emissora alemã Deutsche Welle, a proposta ainda precisa ser aprovada pelos governos dos países-membros da UE. Para entrar em vigor, o pacote de sanções necessita do apoio unânime dos 27 integrantes do bloco.
Além da restrição contra militares russos, Bruxelas também quer ampliar sanções contra bancos, empresas de criptomoedas, comerciantes de petróleo e navios usados pela chamada “frota fantasma” da Rússia, estrutura acusada de ajudar Moscou a driblar punições ocidentais.
Segundo o The Telegraph, o novo pacote também mira setores que ainda não haviam sido amplamente atingidos pelas sanções, como a pesca. Von der Leyen afirmou que a UE pretende impor restrições substanciais à importação de alguns produtos pesqueiros russos e banir completamente outros, incluindo o bacalhau.
A presidente da Comissão Europeia disse que as sanções em vigor já vêm afetando a base econômica da guerra russa.
“Nossas sanções continuam mordendo forte e cortando fundo. Elas estão enfraquecendo as bases econômicas do esforço de guerra da Rússia”, declarou, em Bruxelas.
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