TCU arquiva caso de Nikolas por uso de avião ligado a Vorcaro
Últimas atualizações em 02/05/2026 – 21:07 Por Gazeta do Povo | Feed
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relacionado ao uso de uma aeronave ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em acórdão publicado no dia 25, o relator, ministro Antonio Anastasia, afirmou não haver indícios de utilização de recursos públicos pelo parlamentar. O processo foi encaminhado à Justiça Eleitoral.
A representação, elaborada pelo Ministério Público, pedia que o TCU apurasse a origem dos recursos empregados em viagens aéreas realizadas por Nikolas Ferreira no segundo turno das eleições de 2022. No entanto, segundo o tribunal, não foram encontradas provas suficientes que justificassem a abertura de investigação sobre eventual uso de recursos públicos ou omissão de despesas eleitorais.
“Considerando que os fatos narrados na representação se relacionam ao financiamento de campanha eleitoral e à forma de custeio de despesas realizadas nesse contexto, cuja apuração técnico-contábil e julgamento da regularidade das contas constituem atribuição própria da Justiça Eleitoral”, destaca o acórdão.
Viagens teriam ocorrido em campanha de 2022
O pedido de investigação surgiu após reportagem do jornal O Globo informar que o deputado teria utilizado, durante a campanha presidencial de 2022, um jato de uma empresa da qual Vorcaro era um dos sócios. À época, Nikolas Ferreira percorreu diversas regiões do país em apoio à candidatura do então presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar reagiu ironicamente às acusações. Em vídeo publicado nas redes sociais, questionou a narrativa envolvendo o uso da aeronave. “A narrativa de agora é de que eu sou o responsável por um ato futuro de alguém, caramba como que eu vou prever isso? A partir de agora vou entrar em um Uber e perguntar, cara, você vai cometer um crime?”, afirmou.
A assessoria do deputado também declarou, em nota, que não havia qualquer informação pública que indicasse irregularidades ou justificasse questionamentos sobre o uso da aeronave.
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