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STF julga investigação contra Alexandre de Moraes por elo com banqueiro

Últimas atualizações em 14/09/2026 – 02:20 Por Gazeta do Povo | Feed


O Supremo Tribunal Federal decide nesta terça-feira, 15 de setembro, se abre uma investigação oficial contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento analisa supostas relações irregulares entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O plenário da Corte avaliará um relatório da Polícia Federal que detalha mensagens trocadas sobre orientações jurídicas e contratos milionários.

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Quais são as principais suspeitas contra Alexandre de Moraes?

As suspeitas surgiram após a Polícia Federal analisar dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório aponta que Moraes seria o destinatário de mensagens pedindo orientações sobre como escapar de investigações criminais por fraudes bilionárias. Além disso, a perícia indica que o ministro teria editado um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua própria família. As mensagens também sugerem que Vorcaro consultou o ministro sobre planos de fuga do país e formas de bloquear ordens de prisão expedidas contra ele no final do ano passado.

Como as mensagens foram descobertas se elas eram apagadas?

A descoberta foi possível graças a um trabalho minucioso de perícia digital da Polícia Federal. No celular apreendido de Vorcaro, os investigadores notaram que as conversas de WhatsApp com o ministro Alexandre de Moraes utilizavam um recurso de mensagens temporárias, que desapareciam logo após serem abertas. Além disso, a maioria dos diálogos ocorria por meio de imagens de textos digitados no bloco de notas, uma tática para dificultar o rastreamento. Os peritos conseguiram reconstituir o conteúdo analisando dados internos remanescentes no aparelho, confirmando que Moraes era o interlocutor.

Qual é o clima interno no Supremo antes do julgamento?

O clima no STF é de alta tensão e guerra interna. De um lado, aliados de Moraes, como Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, atuam nos bastidores para tentar arquivar o caso ou adiar a sessão, sob a justificativa de que o relator André Mendonça teria investigado o colega sem autorização prévia. De outro, o presidente da Corte, Edson Fachin, tenta manter o rigor do procedimento, negando pedidos de Moraes para retaliar Mendonça na mesma sessão. Há inclusive o temor de que novas provas impliquem outros ministros e políticos, gerando um efeito dominó que pode paralisar o tribunal.