Relatório aponta perseguição a cristãos por Biden
Últimas atualizações em 01/05/2026 – 17:43 Por AFP
Um relatório de 570 páginas publicado nesta quinta-feira nos EUA acusa a gestão Joe Biden de usar agências federais para discriminar cristãos. O documento detalha perseguições a ativistas pró-vida, punições por convicções religiosas e monitoramento de grupos católicos tradicionais.
O que o relatório diz sobre os manifestantes pró-vida?
O documento aponta que o Departamento de Justiça usou uma lei de acesso a clínicas de forma desproporcional. Enquanto manifestantes favoráveis ao aborto recebem penas médias de três meses, cristãos contrários à prática pegam, em média, 14 meses de prisão. Um dos casos citados é o de Mark Houck, absolvido após ser preso em casa por 16 agentes do FBI na frente de seus filhos, mesmo após ter se oferecido para se entregar voluntariamente às autoridades.
Quais punições foram aplicadas a servidores e universidades?
Durante a pandemia, milhares de funcionários públicos que pediram isenção da vacina contra a Covid-19 por motivos religiosos foram punidos com demissões e suspensões. Além disso, o documento relata que universidades cristãs passaram a sofrer fiscalizações mais rigorosas, resultando em multas com valores recordes aplicadas pelo governo federal durante o mandato de Biden.
Como a educação foi afetada por essas políticas?
Distritos escolares americanos incluíram conteúdos sobre temática LGBT no ensino fundamental e criaram barreiras para impedir que os pais retirem os filhos dessas atividades. O relatório também expõe a perseguição a professores cristãos: o governo orientava a demissão de docentes que se recusavam a usar pronomes ou afirmar identidades de gênero dos alunos que fossem contrárias às suas convicções de fé.
De que forma o FBI monitorou grupos católicos?
O FBI passou a tratar grupos católicos tradicionalistas como potenciais extremistas ou terroristas domésticos. O relatório cita o monitoramento da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. A justificativa das autoridades era a prisão de um frequentador de uma capela do grupo, mas a investigação estendeu-se injustificadamente ao padre responsável e a familiares que não tinham qualquer ligação com crimes.
Quem elaborou esse documento e qual o objetivo agora?
O relatório foi produzido pela Força-Tarefa para Erradicar o Viés Anticristão, criada inicialmente na gestão de Donald Trump. O grupo concluiu que a estrutura política de Biden tratou crenças religiosas tradicionais como formas de preconceito. O objetivo atual é revogar as diretrizes da administração anterior e restaurar plenamente os direitos civis e a liberdade religiosa de todos os cidadãos americanos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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