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Igreja documenta 304 mártires na América Latina mortos neste século

Últimas atualizações em 15/09/2026 – 08:34 Por AFP


A Igreja Católica documentou 304 mártires na América Latina até o momento neste século. São homens e mulheres assassinados não apenas por professar sua fé, mas também por defender os pobres, confrontar o crime organizado e proteger a criação. Suas histórias fazem parte de um catálogo global de mártires promovido pelo Vaticano que já ultrapassa 1.700 casos documentados.

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“Muitos foram assassinados por razões relacionadas ao narcotráfico, ao desmatamento ou por se oporem à exploração de recursos naturais”, explicou o cardeal Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos.

O cardeal observou que, embora muitos fossem missionários, o grupo também incluía fiéis leigos que deram suas vidas defendendo o Evangelho e denunciando narcotraficantes, protegendo territórios indígenas do desmatamento ou combatendo a exploração ilegal de recursos naturais. Como ele explicou, o fio condutor nesses casos é que esses indivíduos se tornaram “inconvenientes” para aqueles que controlam atividades ilícitas. Seu testemunho evangélico entrou em choque direto com interesses econômicos e estruturas criminosas.

Semeraro ofereceu essas reflexões ao apresentar a conferência internacional “O Século XXI: Uma Nova Era de Mártires?” no Vaticano, um dia de estudo e reflexão dedicado a explorar o testemunho de cristãos que perderam suas vidas por causa do Evangelho em várias partes do mundo. O encontro, organizado pela Comissão para os Novos Mártires — Testemunhas da Fé, estava programado para ocorrer em 15 de setembro no Instituto Pontifício Agostiniano em Roma.