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Haddad minimiza impacto econômico da guerra no Irã

Últimas atualizações em 02/03/2026 – 21:54 Por AFP


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou o impacto econômico da guerra no Irã para o Brasil. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (2), antes de ministrar uma aula magna na Universidade de São Paulo (USP), ele disse que o país está “em um momento bom de atração de investimento” e classificou a tensão no Oriente Médio como uma “turbulência de curto prazo” que não deve “impactar as variáveis econômicas” no Brasil.

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Haddad optou por falar na expectativa do governo pela resolução da guerra no Irã. rejeitando avaliar o potencial de ganho para o Brasil com o aumento do preço do petróleo decorrente do conflito.

“Ninguém está contando com isso para tirar vantagem, muito pelo contrário, o Brasil espera um mundo de paz e tranquilidade”, declarou o petista, que está de saída da equipe econômica e pode concorrer ao governo do estado de São Paulo a pedido do presidente Lula (PT).

Após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, que culminaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o país islâmico decidiu fechar o Estreito de Ormuz, rota de escoamento de cerca de 30% de todo o petróleo do mundo.

O Brasil produz cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia. Mesmo assim, oscila entre o 6º e o 8º maior produtor do mundo, sendo responsável por cerca de 5% do total mundial.

Apesar de minimizar os impactos, o petista defende atenção à conjuntura. “Nesse momento, vamos acompanhar com cautela. E, eventualmente, estar preparados para uma piora do ambiente econômico, pois nesse momento é difícil prever o que vai acontecer”, disse.

O Itamaraty escolheu condenar e expressar “grave preocupação” com o ataque. “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, explica o órgão.

Com sua pré-campanha à Presidência iniciada no exterior e focada nas relações internacionais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) opinou que, com Lula, o Brasil se coloca “ao lado errado de um conflito grave”.

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