EUA anunciam nova tarifa contra Brasil e outros países
Últimas atualizações em 24/07/2026 – 02:39 Por Gazeta do Povo | Feed
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou na tarde desta quinta-feira (23) uma nova tarifa de 12,5% sobre importações do Brasil por bens produzidos com trabalho forçado.
A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, atinge outras 59 nações que, segundo o governo de Donald Trump, não agiram para proibir o uso de trabalho forçado no desenvolvimento de suas mercadorias, o que gera uma desvantagem comercial aos EUA.
A sobretaxa pode variar de 10%, para países que “se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado”; e de 12,5% para países que não teriam adotado tal proibição.
A decisão do USTR foi tomada após duas rodadas de audiências públicas no início do mês, que contaram com 2.100 comentários de partes interessadas na investigação. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro esteve envolvido nas negociações nos EUA para evitar o tarifaço.
“O presidente Trump reconhece que décadas de persuasão moral não erradicaram o trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais. Os EUA têm uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente; já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse o Representante Comercial do país, Jamieson Greer.
A medida, que entra em vigor à 0h01 desta sexta (24), foi alvo de críticas do governo Lula (PT), que rebateu as acusações dos EUA, destacando seu compromisso contra o trabalho escravo.
Matérias-primas escapam de sobretaxa
O USTR isentou alguns produtos da sobretaxa por terem o potencial de prejudicar a economia americana.
A medida também prevê isenções globais por produtos com base em compromissos de acordos existentes firmados por Trump com governos estrangeiros, segundo a agência governamental.
As mercadorias isentas abarcam matérias-primas e produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos EUA ou obtidos de outras fontes.
Alguns exemplos são a carne bovina brasileira, que ficou de fora da nova cobrança, couros, peles e outros produtos de origem animal. Outras mercadorias que escaparam inicialmente da sobretaxa são o café, madeira, petróleo, gás e fertilizantes (Veja lista completa) .
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