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China expande presença na Antártida e preocupa o Ocidente

Últimas atualizações em 11/05/2026 – 22:49 Por AFP


A China avança estrategicamente na Antártida ao bater recordes de perfuração em gelo e ampliar suas bases. Pequim sinaliza o desejo de se tornar uma potência polar até 2030, de olho em recursos naturais e vantagens militares, aproveitando brechas no sistema jurídico internacional.

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Qual recorde recente de exploração a China alcançou no continente gelado?

Uma expedição chinesa concluiu com sucesso um teste de perfuração com água quente que atingiu 3.413 metros de profundidade na camada de gelo. Esse número supera o recorde internacional anterior, de 2.540 metros. Embora Pequim declare que o objetivo é puramente científico, como estudar mudanças climáticas, a façanha demonstra um alto investimento em tecnologia para operar em condições extremas.

O que o governo chinês espera conquistar com essa presença na região?

O Partido Comunista Chinês declarou o objetivo de se tornar uma ‘grande potência polar’ até 2030. Para isso, o país investe em quebra-gelos e satélites. Analistas apontam que a China mira os vastos depósitos de minerais raros, como cobalto e ouro, além de gigantescas reservas estimadas de petróleo e gás natural, posicionando-se para quando as regras de exploração comercial forem revisadas.

Existem restrições para a exploração econômica ou militar da Antártida?

Sim. O Sistema do Tratado da Antártida determina que o continente deve ser usado apenas para fins pacíficos, proibindo atividades militares e mineração. No entanto, o Protocolo de Madri, que veta a exploração comercial de minerais, poderá ser revisado a partir de 2048 se alguma das partes solicitar. A China parece estar aproveitando esse intervalo para consolidar sua influência e legitimidade no território.

Por que outras potências ocidentais estão preocupadas com as bases chinesas?

O Pentágono e centros de estudos estratégicos alertam para o uso de tecnologias de ‘dupla utilização’. Isso significa que bases que parecem científicas podem esconder funções militares ou de espionagem. Por exemplo, estações de satélite em solo antártico poderiam ser usadas para coletar dados de telemetria de foguetes lançados por países vizinhos, como Austrália e Nova Zelândia, que são aliados dos Estados Unidos.

Qual é o papel da Antártida no cenário geopolítico atual?

Com as mudanças climáticas e a escassez de recursos globais, a Antártida deixou de ser apenas um laboratório natural para se tornar um ativo estratégico. Especialistas indicam que a China está construindo uma posição de influência gradual. Ao consolidar uma infraestrutura robusta agora, o país garante que terá um peso maior nas discussões futuras sobre quem poderá governar e extrair riquezas do continente.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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