Ataque russo contra escola na Ucrânia deixa 31 mortos; Zelensky acusa Rússia de bombardeio duplo

Últimas atualizações em 03/11/2026 – 08:02 Por G1 Mundo

Equipes de resgate retiram um civil feriado de um prédio residencial após ataque aéreo russo. — Foto: Serviço de Emergência da Ucrânia via AP

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Um ataque russo contra uma escola que servia de distribuição de ajuda humanitária no sul da Ucrânia deixou 31 mortos e ao menos 50 desaparecidos. O bombardeio aconteceu na segunda-feira (2), na vila de Komyushuvakha, na região de Zaporizhzhia.

Nesta terça-feira (3), as equipes de resgate continuam as buscas entre os escombros de uma instalação que também funcionava como abrigo. Dezenas de socorristas e voluntários trabalham no local na tentativa de encontrar sobreviventes.

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Apesar dos esforços, mais corpos foram retirados dos destroços e transportados envoltos em lençóis plásticos brancos.

"A dimensão da tragédia é assustadora", escreveu Mykhailo Semikin, chefe interino da administração militar da região, em uma publicação nas redes sociais.

"Esta é uma das piores tragédias em número de vítimas civis em nossa região desde o início da guerra em grande escala", acrescentou.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, repudiou os ataques em suas redes sociais e também em um pronunciamento em vídeo. De acordo com Zelensky, a região teria sido atingida várias vezes por bombas aéreas.

"Os ataques tiveram como alvo uma escola utilizada para fins humanitários: era lá que as pessoas recebiam ajuda humanitária. Após o primeiro bombardeio, houve um segundo ataque, com mais nove bombas, que atingiu especificamente o abrigo onde as pessoas haviam buscado proteção", afirmou.

Segundo o líder ucraniano, o ataque demonstrou que Moscou está empenhada em matar pessoas, ao invés de dar continuidade à missão humanitária realizada na semana passada na cidade de Oleshky.

"Os russos continuam a demonstrar, repetidas vezes, seu ódio pela Ucrânia e por tudo o que existe aqui", declarou.

Entre os mortos estão quatro policiais e dois integrantes das equipes de resgate. Pelo menos outras cinco pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades, a Rússia utilizou bombas capazes de perfurar bunkers, carregadas com quase 1,5 tonelada de explosivos, no ataque. Três dias de luto foram decretados na região de Zaporizhzhia.

Ataques atingem hospitais e infraestrutura de energia

Prédio residencial destruído após ataque russo em Dnipro, na Ucrânia. — Foto: Serviço de Emergência da Ucrânia via AP

Além do ataque em Zaporizhzhia, a Rússia lançou durante a noite 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra nove regiões da Ucrânia, segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy.

A ofensiva provocou cortes emergenciais de energia, danificou hospitais e deixou dezenas de pessoas feridas.

Na região nordeste de Kharkiv, um ataque combinado de mísseis e drones russos deixou pelo menos 62 feridos, segundo autoridades locais.

Uma unidade de saúde no distrito de Nemyshlianskyi foi danificada, assim como quatro prédios residenciais e veículos. Mais de 200 pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades de saúde.

Na região de Dnipro, uma pessoa morreu e outras 17 ficaram feridas em outro ataque russo. Uma mulher foi retirada com vida dos escombros na manhã desta terça-feira.

O ataque também atingiu uma clínica ambulatorial e um hospital, cujos pacientes foram transferidos para outras unidades.

Rússia afirma ter derrubado drones ucranianos

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta terça-feira que derrubou 856 drones ucranianos durante a noite. Segundo o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, 493 drones foram lançados em direção à capital russa.

Na cidade de Yaroslavl, um ataque de drones ucranianos atingiu uma refinaria de petróleo e feriu dois funcionários, segundo o governador regional, Mikhail Yevrayev. Ele também informou que houve danos à infraestrutura da instalação.

Na Crimeia, território ocupado pela Rússia, cortes de energia foram implementados nas regiões sul, oeste e leste após ataques à infraestrutura energética, segundo autoridades locais instaladas por Moscou.

Fonte: G1 Mundo

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