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Como grandes democracias controlam suas Supremas Cortes

Últimas atualizações em 14/09/2026 – 18:55 Por AFP


A atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF) expôs a falta de mecanismos claros e permanentes para fiscalizar a conduta dos ministros da Corte no Brasil.

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O escândalo do Master levou para dentro do tribunal mais questionamentos sobre conflitos de interesse, suspeição e a atuação de ministros, entre eles Alexandre de Moraes. Em meio à crise, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, voltou a defender a criação de um Código de Ética para a Corte. A ideia de Fachin é estabelecer por escrito regras de conduta para os ministros que evitem conflitos de interesse, aumentem a transparência e orientem as atividades exercidas fora do tribunal.

Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido possuem códigos com regras específicas para guiar os membros dos seus tribunais supremos. Os mecanismos vão desde a divulgação de rendimentos e conflitos de interesse à apresentação de denúncias, análise da suspeição de magistrados e, em casos graves, afastamento do cargo.

O controle do Supremo alemão

Os 16 integrantes Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, o Supremo do país, exercem mandato único de 12 anos, com idade limite de 68 anos para permanecer na Corte. Segundo o próprio tribunal, a existência de mandato único busca proteger a independência dos magistrados, evitando que decisões sejam influenciadas pela expectativa de conseguir uma nova indicação.