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Bispos capuchinhos debatem carisma franciscano e governo diocesano em Assis

Últimas atualizações em 14/09/2026 – 15:53 Por AFP


Uma assembleia mundial reuniu cerca de 55 bispos capuchinhos em Assis, na Itália, entre 9 e 13 de setembro de 2026. O encontro promoveu oração, estudo e reflexão sobre o desafio de manter a identidade religiosa franciscana enquanto exercem o governo de dioceses. Com o Jubileu de São Francisco como cenário, os líderes católicos compartilharam experiências sobre a gestão do clero e dos fiéis leigos.

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Qual é o principal desafio enfrentado pelos bispos que pertencem à ordem capuchinha?

O dilema central é como permanecer fiel aos votos franciscanos — focados na pobreza, minoridade e vida fraterna — enquanto se assume a responsabilidade hierárquica e administrativa de uma diocese. Um bispo diocesano lida com o clero secular (padres que não pertencem a ordens religiosas) e com a estrutura institucional da Igreja. O desafio é não permitir que a função se torne puramente administrativa, preservando a essência de frade que preza pela proximidade real com as pessoas feridas e simples.

O que significa o conceito de vicinanza aplicado ao ministério desses prelados?

A ‘vicinanza’ é a proximidade teológica e pastoral com o povo, servindo como ponte entre a vida consagrada e o ministério episcopal. Inspirados por São Francisco, que preferia pregar nas praças e abraçar leprosos a ficar isolado em palácios, os bispos buscam evitar a distância institucional. Segundo os líderes reunidos, a santidade é descoberta no contato concreto com o ser humano. Sem essa conexão, o episcopado corre o risco de se fossilizar em burocracias, perdendo o carisma original da ordem.

Como a Reforma Capuchinha influencia a atuação dos líderes religiosos atualmente?

A Reforma Capuchinha, que se aproxima de seu 500º aniversário, nasceu do desejo de retornar às fontes originais de São Francisco de Assis. Para os bispos, esse marco histórico é um convite para redescobrir práticas como a oração contemplativa e a pregação simples. O arcebispo Jude Ruwa’ichi ressaltou que viver o carisma exige ouvir o Espírito Santo para não ficar preso a abordagens antigas. O objetivo é absorver esses dons espirituais e oferecê-los restaurados para a revitalização de toda a Igreja.