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Dino libera sigilo sobre Dark Horse e revela detalhes da investigação da PF

Últimas atualizações em 14/09/2026 – 16:27 Por Gazeta do Povo | Feed


O ministro Flávio Dino, do STF, retirou o sigilo da investigação que apura supostos desvios de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Os documentos liberados neste fim de semana indicam que as suspeitas contra o deputado Mário Frias e a produtora Karina Gama ainda se baseiam em coincidências temporais e informações preliminares pendentes de provas concretas.

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Quais são os principais indícios que sustentam a investigação até agora?

Os investigadores focam em três pontos principais: a gestão única das empresas envolvidas, coincidências de datas e endereços compartilhados. Karina Ferreira da Gama preside as organizações sociais Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura, além de ser dona da produtora do filme, a Go Up Entertainment. Todas essas empresas funcionam na Avenida Paulista. Outro ponto é que as gravações do longa ocorreram no mesmo período em que o instituto recebia repasses milionários de um contrato com a prefeitura de São Paulo, embora a origem do dinheiro privado usado na obra ainda não tenha sido declarada.

Existe prova direta de que dinheiro público pagou a produção do filme?

Até o momento, as quase quatro mil páginas de documentos tornadas públicas não trazem comprovantes de transferências bancárias diretas das contas das entidades suspeitas para a produtora do filme. Os investigadores trabalham com a hipótese de triangulação, onde o dinheiro público seria pulverizado entre empresas subcontratadas e contas pessoais para depois ser canalizado ao filme. No entanto, juristas alertam que as acusações ainda possuem um caráter hipotético e dependem da quebra de sigilo bancário pelo Coaf e da perícia em aparelhos eletrônicos apreendidos para serem confirmadas.

Como o deputado federal Mário Frias aparece envolvido no caso?

Mário Frias é investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa que teria direcionado verbas federais, via emendas parlamentares, para as organizações de Karina Gama. Ele também é um dos roteiristas do filme. Relatórios do Coaf apontam que o deputado fez transferências pessoais de 645 mil reais para a produtora Go Up entre novembro e dezembro de 2025. Esse valor é considerado incompatível com o salário declarado de parlamentar. Frias nega irregularidades e chama a operação de cortina de fumaça, enquanto a defesa de Karina afirma que a publicidade do caso ajudará a esclarecer os fatos.