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Bispos americanos relembram 25 anos do 11 de setembro com missas e orações

Últimas atualizações em 10/09/2026 – 22:24 Por AFP


Líderes religiosos de diversas regiões dos Estados Unidos promovem orações e reflexões nesta semana para marcar os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. As celebrações, que ocorrem em cidades como Nova York, Washington e Baltimore, homenageiam as quase 3 mil vítimas fatais, os socorristas e as famílias que ainda convivem com o luto e as cicatrizes deixadas pela tragédia.

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Como a cidade de Nova York marca este aniversário histórico?

Em Nova York, o arcebispo Ronald Hicks conduz uma missa de vigília na Catedral de São Patrício para honrar a memória dos que partiram e o sacrifício dos bombeiros e policiais. A arquidiocese ressalta que, mesmo após duas décadas e meia, as fotografias dos socorristas perdidos continuam expostas em delegacias e quartéis, mantendo vivo o legado de coragem. As mensagens religiosas enfatizam que a cura é um processo longo e que a bondade genuína do povo surgiu como um suporte necessário em meio à dor, permitindo que a comunidade encontrasse forças para seguir em frente.

Quais homenagens estão programadas para a capital Washington e outras regiões?

Na capital americana, o arcebispo Timothy Broglio preside uma cerimônia na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, focada no reconhecimento aos militares e agentes de emergência que atenderam ao chamado da nação. Paralelamente, o arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, convocou fiéis de todo o país para orações dedicadas às vítimas das Torres Gêmeas, do Pentágono e da Pensilvânia. Ele destaca que a fé serviu como um pilar de sustentação para a unidade nacional em um período marcado pela incerteza e pelo medo generalizado.

O que as lideranças religiosas dizem sobre o perdão e a justiça?

O bispo Frank Caggiano traz uma reflexão profunda sobre a misericórdia, diferenciando resiliência de simplesmente ‘seguir em frente’. Ele argumenta que o perdão não significa esquecer ou ignorar a necessidade de justiça, mas sim uma decisão deliberada de não permitir que a ferida controle o restante da vida. Para o bispo, a justiça sem misericórdia corre o risco de se transformar em vingança, enquanto a misericórdia sem justiça pode virar indulgência. A lição central é reconhecer a dor de forma completa para, então, buscar a paz interior e comunitária de maneira repetida ao longo dos anos.