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Atuação de Lulinha e lobistas pode ter “extrapolado limites éticos”, diz PF

Últimas atualizações em 23/08/2026 – 06:54 Por Gazeta do Povo | Feed

A Polícia Federal afirma que a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os empresários Roberta Luchsinger e Fernando Bittar pode ter “extrapolado os limites éticos e legais” da atividade de lobby. A investigação aponta indícios de uso de relações pessoais com integrantes do governo para tentar obter vantagens específicas e de uma expectativa de remuneração vinculada ao sucesso das intervenções.

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Uma apuração publicada nesta sexta-feira (21) pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo aponta que novas mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que Lulinha, Roberta e Bittar manteriam uma espécie de sociedade informal e um núcleo permanente para tratar de negócios de interesse privado junto ao poder público.

Os investigadores apontam ainda possíveis benefícios econômicos para pessoas ligadas a autoridades e pagamentos destinados a um agente que ocupava posição estratégica na estrutura da presidência.

“A um observador desavisado, tal atuação poderia ser interpretada como mero exercício de atividade de lobby — ou representação de interesses — perante a Administração Pública. Todavia, essa conclusão não encontra respaldo nos elementos probatórios coligidos”, aponta o relatório da investigação.