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Lulinha: como proposta de canabidiol chegou ao governo Lula

Últimas atualizações em 22/08/2026 – 06:28 Por Gazeta do Povo | Feed

Uma investigação da Polícia Federal revelou que um grupo ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tentou viabilizar uma venda de 1,2 milhão de frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde por R$ 626 milhões. A proposta exploraria uma particularidade da política de saúde brasileira: embora o produto não faça parte da lista de medicamentos incorporados ao SUS, a União pode ser obrigada pela Justiça a fornecer tratamentos não disponíveis na rede pública.

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O Ministério da Saúde tem um departamento específico para administrar essas demandas judiciais e cumprir decisões que determinam à União a aquisição de medicamentos e insumos. A própria pasta mantém procedimentos específicos para atender decisões envolvendo o composto de maconha chamado canabidiol.

Em 2025, por exemplo, o ministério registrou uma contratação direta de óleo de canabidiol para atender demandas judiciais impostas à União no tratamento de condições como autismo, depressão, insônia e esquizofrenia. O produto, portanto, pode ser comprado pelo governo em casos individuais mesmo sem estar incorporado à política regular de fornecimento do SUS.

Uma minuta de contrato supostamente elaborada por Roberta Luchsinger e encontrada pela Polícia Federal aponta tentativa de vender um lote de 1,2 mil doses ao ministério, no valor de R$ 626 milhões. O argumento seria que a pasta economizaria se comprasse um estoque do produto para atender às derrotas judiciais.