Lula se reúne com advogado de Lulinha sobre investigação da PF
Últimas atualizações em 20/08/2026 – 11:43 Por Gazeta do Povo | Feed
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na noite de quarta-feira (19), no Palácio da Alvorada, com Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para tratar das investigações da Polícia Federal que envolvem o filho do presidente. Segundo o defensor, o encontro incluiu uma reclamação sobre supostos “vazamentos” de informações dos três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo apurações do jornal O Globo e do portal UOL, Marco Aurélio afirmou que foi ele quem levou o assunto a Lula e que o presidente perguntou se havia algum procedimento para investigar a divulgação das informações, recebendo resposta positiva. Uma apuração sobre o caso foi aberta por determinação do ministro Flávio Dino, relator de um dos inquéritos no STF.
“Quem tocou no assunto fui eu. Ele (Lula) tem dito que Fábio (Lulinha) tem que se explicar e se colocar à disposição da Justiça. Fábio já fez isso”, afirmou o advogado.
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Amigo de Lula e um dos coordenadores da campanha à reeleição do petista em São Paulo, Marco Aurélio disse que o caso envolvendo Lulinha foi tratado de forma secundária na conversa. A reunião ocorreu fora da agenda oficial e contou com a presença do ex-ministro Fernando Haddad (PT-SP), candidato ao governo do estado de São Paulo.
O advogado também havia levado a reclamação ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, em encontros presenciais e por telefone. As investigações apuram se Lulinha praticou tráfico de influência e “abriu as portas” do governo para a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga e sócia de uma consultoria que tentou fazer negócios com o Ministério da Saúde e outros órgãos públicos.
“Meu filho não pode ser tratado acima da lei e nem abaixo da lei. Ele precisa se explicar e dar todas as informações que têm”, teria dito Lula a Carvalho, segundo interlocutores.
Na reunião, o presidente também teria destacado a necessidade de preservar a autonomia da Polícia Federal nas investigações. Lula teria afirmado que não foi eleito para “aparelhar a Polícia Federal, como fizeram outros governos”.
Em uma conversa de março de 2024 encontrada pela investigação, Roberta escreveu a Lulinha afirmando que “nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça. Poucos negócio é bom (sic). Esse povo aqui tá em outra vibe”. O filho do presidente teria respondido que “isso. Deixa eles. Trabalho para c* e nunca dá em nada”.
Em outra mensagem, a empresária mencionou um almoço com Swederberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. O negócio envolvendo o fornecimento de medicamentos à base de cannabis não foi fechado pela pasta, mas um dos inquéritos no STF apura se houve irregularidades na atuação de Roberta, Lulinha e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Lulinha também é investigado em outros dois inquéritos no STF por suposta atuação com Roberta Luchsinger em negócios envolvendo outros órgãos públicos, entre eles a Dataprev. As apurações ainda investigam as circunstâncias dessas relações e eventuais irregularidades.
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