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Alcolumbre cita eleições e segura pautas-bomba

Últimas atualizações em 09/06/2026 – 19:27 Por Gazeta do Povo | Feed


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (9) que “não pode ser seletivo” para pautar propostas que alteram pisos salariais de diversas categorias em ano eleitoral.

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A declaração ocorreu em meio a cobrança de senadores pelas votações e do governo Lula (PT), que tenta evitar a análise de matérias com grande impacto orçamentário, as pautas-bomba.

“Ou vou botar na pauta todas as PECs, todos os pisos e todas as solicitações, ou não vou votar nenhum”, disse Alcolumbre durante a sessão. Segundo ele, 31 projetos estão prontos para votação, mas, na prática, não há como a União bancar todos os reajustes.

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“Em ano de eleição, isso aqui é muito complexo, porque se colocar para votar, todos vão votar sim e vamos ter que arrumar 10 Brasis para pagar. Aí fica sendo eu o culpado, que não quer dar um piso para um médico que salva a vida das pessoas”, apontou.

Entre as propostas que aguardam votação estão a PEC que concede aposentadoria a agentes de saúde, a PEC que amplia a parcela mínima destinada pela União, estados e municípios ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o projeto de lei sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais e o novo piso salarial de médicos e dentistas.

Alcolumbre disse que tem sido “acusado de ser o culpado por todos os problemas do Brasil”.

“Eu quero ajudar os agentes comunitários de saúde, que andam na rua, no sol e na chuva, correndo risco de vida, mas a gente vai conseguir [arcar com os custos]? Vai ter uma fonte de arrecadação?”, questinou o presidente do Senado.

Alcolumbre e Durigam discutem pauta-bomba

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez um apelo para que o Congresso evite aprovar pautas com grande impacto orçamentário. Segundo apuração do Valor Econômico, Durigan se reuniu com Alcolumbre nesta tarde para discutir o tema.

O governo avalia que somadas as propostas consideradas pautas-bomba podem custar R$ 270 bilhões aos cofres públicos nos próximos anos.

“Estou muito triste de ficar dizendo [aos colegas]: ‘Não posso pautar, o Estado brasileiro não vai resistir, os municípios brasileiros não vão ter condições de pagar’”, lamentou o senador.

Em resposta, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse “se solidarizar” com Alcolumbre diante das cobranças.

“É preciso ter serenidade para que a gente faça as coisas. Todas as categorias são merecedoras, porém nós precisamos ter um pouco de equilíbrio”, destacou o líder.

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