Após áudio vazado, base de Lula e Flávio pedem CPI do Master
Últimas atualizações em 13/05/2026 – 22:35 Por Gazeta do Povo | Feed
A divulgação de áudios e mensagens atribuídas ao pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, fez a base governista e a oposição convergirem nesta quarta-feira (13) em defesa da instalação da CPI do Master.
Enquanto a oposição tenta utilizar a comissão para investigar supostas ligações do governo Lula (PT) com Vorcaro, os governistas pretendem usar o colegiado para esmiuçar a evolução patrimonial de Flávio e as operações financeiras que permitiram ao Master crescer exponencialmente nos últimos anos.
Lideranças do PT, do PCdoB e do PSOL realizaram uma coletiva de imprensa para repercutir o que chamam de esquema “BolsoMaster”. Os parlamentares acusaram Flávio de manter relação “promíscua” e financeira com Vorcaro.
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“Qualquer agente público não pode ter essa relação promíscua de compra e venda de posições e de compra e venda de instrumentos que certamente esse filme pode ser um esquentamento desse dinheiro”, acusou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Em contrapartida, o próprio Flávio exigiu a instalação da CPI do Master. Ele afirmou que a investigação é fundamental para “separar os inocentes dos bandidos”.
O presidenciável alegou que suas relações são legítimas, ao contrário do que chamou de “relações espúrias do governo Lula” com o banqueiro. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), endossou o pedido, reafirmando a confiança na “lisura” dos atos de Flávio.
“A Liderança do Partido Liberal na Câmara dos Deputados reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras, coerentes e objetivas”, disse o líder.
O site The Intercept Brasil revelou que o senador teria negociado um patrocínio de R$ 134 milhões do banqueiro para financiar o filme “Dark Horse, sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a publicação, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações.
O bloco governista afirmou que pedirá a quebra de sigilo bancário e telefônico de Flávio e informações à Receita Federal sobre a legalidade de remessas de dólares ao exterior, que teriam sido destinados ao filme.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) foi além e afirmou que pedirá a prisão preventiva de Flávio à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o argumento de que o senador, em liberdade, poderia interferir nas investigações.
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