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EUA vão apurar mortes e sumiços misteriosos de cientistas no país

Últimas atualizações em 16/04/2026 – 23:35 Por Gazeta do Povo | Feed


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16) que seu governo vai apurar uma série de mortes e desaparecimentos misteriosos de cientistas e pesquisadores que atuavam no país e tinham vínculos com programas secretos de defesa, pesquisa espacial e desenvolvimento de armamentos.

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“Espero que seja [um caso] aleatório, mas saberemos em uma semana e meia”, disse Trump a jornalistas no gramado da Casa Branca, antes de embarcar para Las Vegas. O presidente americano acrescentou que havia acabado de sair de uma reunião de governo sobre o assunto.

“É algo bastante sério. Algumas dessas pessoas eram muito importantes, e vamos analisar isso num curto período de tempo”, afirmou.

Casa Branca foi questionada sobre os casos

A declaração de Trump veio um dia depois de sua porta-voz, Karoline Leavitt, ser questionada sobre o tema durante entrevista coletiva. Ao todo, dez cientistas e pesquisadores morreram ou desapareceram nos últimos três anos. Todos eles tinham acesso a informações sigilosas do governo americano.

“Não conversei ainda com as agências relevantes sobre isso, mas certamente farei isso e trarei uma resposta. Se for verdade, é definitivamente algo que este governo consideraria digno de investigação”, disse Leavitt.

General reformado e engenheira da NASA estão entre os desaparecidos

Os dez casos foram listados pelo International Business Times e detalhados pela emissora Fox News. Entre os desaparecidos está o general reformado da Força Aérea William “Neil” McCasland, de 68 anos. Ele sumiu em 27 de fevereiro deste ano de sua casa em Albuquerque, no Novo México.

Conforme as autoridades locais, McCasland deixou para trás o celular, os óculos e dispositivos pessoais. Por outro lado, sua carteira, botas de trilha e um revólver calibre 38 estavam desaparecidos. O general havia ocupado cargos de liderança no Laboratório de Pesquisa da Força Aérea e no Escritório Nacional de Reconhecimento, ambos ligados a programas espaciais e de inteligência secreta.

Outro caso de destaque é o da engenheira aeroespacial Monica Jacinto Reza, de 60 anos. Ela atuava como diretora de Processamento de Materiais no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Segundo a Fox News, Reza desapareceu em 22 de junho de 2025 durante uma caminhada na Floresta Nacional de Angeles, na Califórnia.

Um amigo que caminhava cerca de dez metros à sua frente disse à polícia que ela acenou para ele, indicando estar bem. Contudo, quando ele olhou para trás novamente, ela havia desaparecido sem deixar rastro.

Casos têm ligação com pesquisas nucleares e da NASA

Entre os mortos também estão o físico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) Nuno Loureiro, especialista em fusão nuclear, atingido a tiros em sua casa em dezembro de 2025. Também faz parte da lista o astrofísico Carl Grillmair, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, igualmente morto a tiros em fevereiro deste ano.

Os demais casos envolvem pesquisadores ligados ao Laboratório Nacional de Los Alamos, um dos principais centros de pesquisa nuclear dos EUA. Outros possuíam vínculos com o arsenal atômico americano e com missões da NASA.

FBI pode estar investigando casos em sigilo, diz ex-diretor

Segundo informou a Newsweek, as autoridades americanas não confirmaram nenhuma ligação oficial entre os casos até o momento. Por sua vez, um ex-diretor assistente do FBI, Chris Swecker, disse à emissora NewsNation não acreditar em teorias sobre “abdução extraterrestre” das vítimas. Essa, aliás, é uma teoria da conspiração que vem sendo levantada nas redes sociais.

“Acho que há uma explicação racional para isso. Se não forem atos isolados, trata-se de espionagem moderna”, afirmou. Ainda assim, Swecker acrescentou acreditar que o FBI provavelmente já estaria analisando os casos em sigilo.

“São assuntos classificados. Não deveríamos estar ouvindo sobre eles se estiverem investigando”, disse.

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