Violência na França aumenta pressão da direita europeia por restrições à imigração

Últimas atualizações em 23/10/2026 – 22:55 Por AFP


A violência observada nos protestos na França no último fim de semana está fazendo com que diversos partidos de direita de diferentes países europeus intensifiquem as cobranças por políticas mais duras contra a imigração ilegal e maior controle das fronteiras.

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Lideranças do Reino Unido, Alemanha, Espanha e Itália passaram a citar os distúrbios franceses como um alerta sobre os riscos que, segundo elas, as políticas migratórias atuais representam para a segurança do continente.

As manifestações na França, que começaram em setembro com reivindicações de estudantes por melhorias na educação, culminaram em cenas catastróficas no sábado (17), quando grupos violentos aproveitaram os protestos para promover saques, incendiar veículos e atacar policiais e prédios públicos em cidades como Paris, Lyon e Marselha. Até esta quinta-feira (22), cerca de 2,7 mil pessoas foram detidas desde o fim de semana, segundo o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin. Mais de mil suspeitos foram apresentados perante a Justiça e 217 foram presos após serem condenados em julgamentos que estão sendo acelerados.

Parte da direita europeia passou a associar os distúrbios à imigração porque alguns dos primeiros episódios de violência ocorreram em áreas da periferia de Paris com elevada proporção de habitantes de origem imigrante, como Saint-Denis. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos da França (Insee), 31,6% dos habitantes do departamento de Seine-Saint-Denis eram imigrantes em 2020 e 2021. Outros 31,6% eram filhos de imigrantes nascidos na França. Juntos, esses dois grupos representavam quase dois terços da população local.