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Universidades católicas dos EUA limitam IA com base em encíclica do Papa

Últimas atualizações em 27/08/2026 – 23:57 Por AFP


Cinco instituições de ensino superior católicas nos Estados Unidos iniciaram a implementação de políticas rigorosas para limitar o uso de inteligência artificial generativa em suas salas de aula. A movimentação ocorre após a publicação da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, que alerta sobre os riscos da tecnologia para a dignidade humana e a necessidade de preservar o aprendizado autêntico através do esforço individual.

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Como a encíclica Magnifica Humanitas influencia as salas de aula?

A diretriz escrita pelo Papa Leão XIV serve como bússola moral e pedagógica para essas instituições. O documento defende que a formação humana não pode ser terceirizada para máquinas. Com base nisso, as universidades estão adotando um espírito de prudência e avaliação rigorosa. O objetivo é evitar a adoção acrítica da tecnologia, priorizando o diálogo e a interação entre pessoas. A ideia central é que a inteligência artificial, embora útil em certas áreas, não deve substituir o processo de pensamento crítico que define a excelência humana e a busca pela verdade.

Quais medidas práticas estão sendo adotadas pelas universidades?

As ações variam conforme a instituição, mas o foco comum é o retorno a métodos tradicionais. Algumas faculdades, como o Belmont Abbey College, estudam tornar o currículo básico totalmente analógico, sem uso de telas. Na Ave Maria University, o código de honra já proíbe a IA generativa em processos de escrita e em todos os cursos dos anos iniciais. Outras instituições exigem que os professores detalhem em cada tarefa o nível permitido de tecnologia, ajudando o estudante a discernir quando a ferramenta é um auxílio ou um obstáculo para sua evolução intelectual.

Por que o uso da IA é visto como um risco ao aprendizado?

Educadores e reitores argumentam que a inteligência artificial generativa transfere o esforço cognitivo para um software que não possui a capacidade real de pensar. Ao pular a etapa da ‘luta’ para comunicar uma ideia ou resolver um problema, o aluno perde a chance de crescer intelectualmente. Além disso, existe a preocupação de que o aprendizado se torne um esforço isolado e impessoal. Como a base da educação católica reside na comunhão e no diálogo, a substituição da mente humana por algoritmos é vista como uma ameaça à conexão especial entre o aluno e seu trabalho.