Tornozeleira eletrônica leva ‘Trafigata de Curitiba’ de volta para a cadeia

Camila Marodim, que ficou conhecida como ‘Trafigata de Curitiba’, foi presa novamente nesta quinta-feira após pedido do Ministério Público do Paraná (MP) por violação do monitoramento eletrônico, o qual ela estava submetida. Segundo relatório do MP, ocorreram seis violações relativas à área de inclusão do monitoramento, sendo que uma delas durou cerca de 4 dias. Procurada, a defesa de Marodim ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

Outras nove violações também foram registradas, segundo o pedido de prisão do MP, feito na terça-feira e deferido ontem. Essas são referentes ao final da carga da bateria da tornozeleira eletrônica. Os intervalos registrados vão de 4 horas até 1 minuto.

Marodim já havia sido presa preventivamente no final do ano passado, mas teve a prisão convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico,  por ter filhos pequenos.

De acordo com o promotor Alfredo Andreazza Dal Lago, apenas uma das violações, ocorrida no dia 27 de dezembro, quando a mulher teria ido buscar atendimento médico, teria sido justificada à Justiça. Camila foi levada para a Penitenciária Feminina do Paraná (PFP).

Para o Ministério Público, o atentado sofrido por Camila na semana passada, no portão da casa onde estava morando em Curitiba, seria um indicativo de que ele continua a ocupar suposta posição de comando em uma organização criminosa de tráfico de drogas. O pedido do MP aponta também que a emboscada sofrida pela mulher colocou em risco a vida de seus filhos.

O juiz Sérgio Bernardinetti, da Vara Criminal de Piraquara, acatou a argumentação do MP. Para o magistrado, ficou comprovado que uma das violações de Camila foi quando ela sofreu o atentado.

— As violações foram notórias, ganhando até mesmo as páginas da imprensa, eis que, diante de uma dessas violações, a investigada acabou vítima de uma tentativa de homicídio, que por muito pouco não lhe custou a vida e ocasionou ferimentos em terceiro — escreveu o juiz, na decisão.


 

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