Terremotos na Venezuela mobilizam apoio internacional
Últimas atualizações em 26/06/2026 – 18:20 Por AFP
A Venezuela recebeu suporte de equipes de resgate de vários países após sofrer os dois fortes terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na quarta-feira (24). A mobilização internacional já reúne mais de mil socorristas, cães farejadores, drones, médicos, especialistas em estruturas colapsadas e toneladas de equipamentos para tentar localizar sobreviventes que possam estar sob os escombros.
De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), países como Estados Unidos, Suíça, Países Baixos, França, Catar, República Checa, Alemanha, Jordânia, Reino Unido, Espanha, Chile, Colômbia, Equador, Itália, El Salvador e México já confirmaram o envio de equipes de busca e resgate à Venezuela. Parte das equipes já chegou ao território venezuelano, enquanto outras ainda estavam a caminho.
A operação ocorre em meio ao novo aumento do número de vítimas. O regime venezuelano afirmou nesta sexta-feira (26) que os terremotos já deixaram 920 mortos e 3.360 feridos. O chavismo também disse que neste momento a Venezuela conta com 3.007 desabrigados e ao menos 172 pessoas ainda presas sob escombros.
Os grupos enviados contam com bombeiros treinados, especialistas em estruturas colapsadas, cães farejadores de pessoas e operadores de drones, equipamentos fundamentais para operações de resgate em grandes desastres.
A Espanha enviou um avião A330 com 59 militares da Unidade Militar de Emergências, socorristas da Comunidade de Madri, dois engenheiros do Exército de Terra e oito unidades caninas. O país também mandou material de primeiros socorros por meio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.
O México enviou 261 integrantes do Exército, da Força Aérea e da Guarda Nacional. O apoio mexicano inclui 18 binômios caninos, 4,4 toneladas de ferramentas especializadas e 2,7 toneladas de insumos médicos.
A Suíça mobilizou 80 especialistas, cães de resgate e 18 toneladas de material para ajudar nas buscas. A Argentina colocou à disposição quatro brigadas de busca e resgate urbano, especialistas em estruturas colapsadas, drones com operadores, cães da Marinha e do Exército, médicos de urgência, ambulâncias e pessoal de apoio.
O Brasil também anunciou ajuda. O governo Lula enviará para a Venezuela 36 bombeiros, técnicos da Defesa Civil e equipamentos para a instalação de um hospital de campanha. O Chile mandou inicialmente 37 especialistas em desastres, como terremotos, e deve enviar outros dez nos próximos dias.
Colômbia, Equador e El Salvador também enviaram ajuda. A Colômbia enviou 63 socorristas. O Equador mandou 47 bombeiros de Quito e dois cães. Já El Salvador enviou socorristas, equipes médicas e cães de busca.
Além das equipes de resgate, a Venezuela recebeu ou aguarda mais apoio financeiro e humanitário. Os Estados Unidos, além de enviar diversos profissionais de elite para aturem na Venezuela, anunciaram US$ 150 milhões (R$ 778,08 milhões) em assistência humanitária para o país. Os americanos também suspenderam algumas sanções impostas contra o país, para facilitar a chegada de ajuda. A ONU liberou US$ 15 milhões (R$ 77,8 milhões) do Fundo Central de Resposta a Emergências, enquanto a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou um pedido de emergência de 50 milhões de francos suíços, (R$ 320,1 milhões) para ajuda humanitária.
A União Europeia também mobilizou equipes para atuar na Venezuela por meio de seu mecanismo de proteção civil. Segundo a Comissão Europeia, oito países do bloco enviaram assistência, incluindo República Checa, Espanha, Itália, França, Luxemburgo, Alemanha, Portugal e Países Baixos. Ao todo, mais de 520 profissionais europeus foram mobilizados, entre bombeiros, equipes médicas, cães de resgate e especialistas em telecomunicações para atuar na ajuda.
Enquanto as buscas continuam, engenheiros e universidades venezuelanas começaram a se organizar para avaliar a situação dos edifícios danificados. De acordo com o portal venezuelano Efecto Cocuyo, a preocupação agora também envolve a segurança de casas e prédios que não desabaram após os terremotos, mas apresentam rachaduras, danos em paredes, colunas ou vigas.
A prioridade, no entanto, segue sendo a localização e retirada de sobreviventes. As autoridades pediram que a população evite deslocamentos desnecessários nesse momento às áreas mais atingidas pelo desastre para não dificultar a chegada de equipes, equipamentos e ajuda humanitária.
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