Senado dos EUA rejeita limitar poderes de Trump na guerra no Irã
Últimas atualizações em 04/03/2026 – 20:42 Por AFP
O Senado dos Estados Unidos decidiu rejeitar nesta quarta-feira (4) uma resolução apresentada por parlamentares democratas que buscava limitar a capacidade do presidente Donald Trump de realizar novas ações militares contra o Irã sem autorização explícita do Congresso. A proposta foi derrotada por 53 votos a 47.
A resolução foi apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, com base na chamada War Powers Resolution, legislação de 1973 que regula o uso das Forças Armadas americanas em conflitos no exterior sem autorização formal do Congresso.
De acordo com o texto da resolução citado pela imprensa americana, a medida determinaria a retirada das forças militares dos Estados Unidos de qualquer hostilidade “dentro ou contra o Irã” que não tivesse sido autorizada por uma declaração formal de guerra ou por uma autorização específica aprovada pelo Legislativo.
A votação ocorreu poucos dias após o início da ofensiva militar americana contra o regime iraniano, conduzida em parceria com Israel. A campanha militar contra Teerã tem como objetivo atingir a infraestrutura militar iraniana, incluindo capacidades de mísseis balísticos, produção de drones, bases militares e instalações ligadas ao programa nuclear.
O senador democrata John Fetterman foi o único membro do partido a votar contra a proposta. Já entre os republicanos, apenas Rand Paul votou a favor da medida ao lado da oposição democrata.
O debate no Senado refletiu uma disputa sobre o papel do Congresso nas decisões de guerra. Democratas argumentaram que a Constituição americana atribui ao Legislativo a autoridade para declarar guerra e que o presidente não pode iniciar um conflito militar sem aprovação formal do Congresso.
Republicanos, por outro lado, defenderam que limitar as ações militares neste momento poderia prejudicar a condução da operação. Segundo o portal Axios, líderes do Partido Republicano afirmaram que o ataque contra o Irã foi justificado por uma ameaça iminente à segurança nacional dos Estados Unidos e de seus aliados.
O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, argumentou que aprovar a resolução poderia restringir a capacidade do presidente Trump de responder rapidamente durante um conflito. Segundo ele, se o Congresso quiser interromper a guerra, o caminho seria cortar os recursos financeiros destinados às operações militares.
Uma resolução semelhante também deve ser votada na Câmara dos Deputados, embora líderes republicanos já tenham indicado que esperam derrotar a proposta, mantendo o apoio do Congresso às ações militares conduzidas pela Casa Branca.
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