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Segundo turno esquenta na Colômbia, com troca de acusações

Últimas atualizações em 10/06/2026 – 22:57 Por AFP


A menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, o direitista Abelardo da la Espriella e o esquerdista Iván Cepeda, que estão na disputa para a votação do dia 21, “esquentaram” a campanha fazendo acusações.

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Segundo informações do jornal El Tiempo, em vídeo divulgado nas redes sociais, Espriella disse que ocorreu um esquema de compra de votos no primeiro turno (quando ele foi o candidato mais votado) e sugeriu intervenção dos Estados Unidos.

“Tenho que dizer, é muito triste saber que na minha amada região, no Caribe, a compra de votos impediu um morador da costa de vencer no primeiro turno nesta terra que tanto amo e defendi”, disse o direitista, que citou que políticos da esquerda à direita estariam envolvidos no suposto esquema.

“Já denunciei isso [à Justiça]”, acrescentou Espriella, que afirmou que “há uma aliança com os mesmos políticos corruptos de sempre para comprar votos”.

Na mensagem, o direitista disse que “os revogadores de vistos estão de olho nos corruptos”, sugerindo sanções dos EUA aos supostos envolvidos, e se dirigiu ao subsecretário de Estado americano, Christopher Landau.

“Obrigado por proteger a democracia, caro subsecretário Landau. Deixo-lhe aqui, subsecretário, alguns nomes para manter no radar”, disse, listando os supostos envolvidos.

Por sua vez, Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro, afirmou que faria um pedido à Procuradoria-Geral da República para que fossem investigados planos de um falso atentado contra Espriella, que estaria sendo orquestrado pela campanha do direitista.

“Fui informado por diversos canais de que a campanha de Abelardo de la Espriella estaria orquestrando uma encenação para realizar um autoatentado controlado contra o candidato com o propósito de influenciar o resultado final das eleições”, acusou Cepeda. Os dois candidatos não apresentaram provas das acusações que fizeram.

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