Republicanos pressionam por salão na Casa Branca após ataque
Últimas atualizações em 27/04/2026 – 21:07 Por AFP
Membros do Partido Republicano defenderam nesta segunda-feira (27) a aceleração da construção do novo salão de bailes na Casa Branca após o atentado ocorrido contra o presidente Donald Trump e membros de seu governo durante jantar dos jornalistas em Washington, no sábado (25). Parlamentares afirmam que a obra na sede do executivo americano aumentaria a segurança presidencial.
Segundo informou a agência Reuters, o senador Lindsey Graham, presidente da Comissão de Orçamento do Senado americano, apresentou nesta segunda, junto com outros republicanos, um projeto de lei para financiar a construção do local com recursos públicos e acelerar o cronograma de obras.
Segundo os republicanos, um espaço de grande porte dentro do complexo da Casa Branca permitiria que Trump e futuros presidentes realizassem eventos sem precisar deixar a área protegida do local.
O projeto que está sendo tocado na Casa Branca prevê a construção de um salão com capacidade para cerca de mil pessoas. Trump afirmou anteriormente que a obra, estimada em US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões, na cotação mais recente), seria custeada por doações privadas.
A iniciativa tem enfrentado nos últimos meses resistência política e judicial. Os democratas tentam bloquear a obra no Senado e a Organização Nacional para Preservação Histórica dos Estados Unidos, entidade dedicada à proteção do patrimônio histórico e arquitetônico, informou que não retirará a ação judicial apresentada neste ano para tentar barrar o projeto. O processo está em andamento na Corte de Apelações do Distrito de Colúmbia, com nova audiência prevista para junho. Em março, a Justiça determinou a suspensão temporária do avanço da obra até análise sobre a necessidade de autorização do Congresso.
O ataque de sábado ocorreu no hotel onde seria realizado o jantar anual da imprensa que teria o discurso de Trump.
Nesta segunda-feira, a Casa Branca informou que revisará os protocolos de segurança para compromissos externos com participação do presidente. Segundo informações divulgadas pela porta-voz Karoline Leavitt, autoridades do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e do Serviço Secreto devem se reunir para reavaliar os procedimentos de proteção do presidente em eventos de grande porte.
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