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Relatório revela como criptomoedas ajudam o Irã a driblar sanções

Últimas atualizações em 29/09/2026 – 04:47 Por AFP


Uma investigação conduzida por senadores dos Estados Unidos revelou nesta segunda-feira (28) como redes ligadas ao regime do Irã vêm utilizando criptomoedas atreladas ao dólar para movimentar recursos fora do sistema bancário tradicional, contornar sanções internacionais e financiar organizações aliadas no Oriente Médio.

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O levantamento da Subcomissão Permanente de Investigações do Senado analisou dados de transações de 846 carteiras de criptomoedas que haviam sido sancionadas ou alvo de medidas de apreensão por autoridades americanas e israelenses devido a vínculos com o Irã e organizações apoiadas por Teerã.

Segundo o relatório, 84% dessas carteiras fizeram transações exclusivamente ou quase exclusivamente em USDT, uma criptomoeda emitida pela empresa Tether cujo valor acompanha o dólar americano. Os investigadores afirmam que o ativo se tornou uma importante ferramenta da rede financeira paralela utilizada pelo regime iraniano.

Diferentemente de criptomoedas como o bitcoin, cujo preço pode sofrer grandes oscilações, o USDT é uma chamada stablecoin: cada unidade busca manter valor equivalente a US$ 1. Isso permite transferir valores digitalmente entre países mantendo uma referência em dólar, sem depender diretamente de uma transferência bancária internacional tradicional.