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Refugiados iranianos no Brasil temem repressão após ataques

Últimas atualizações em 01/03/2026 – 05:13 Por Gazeta do Povo | Feed

Refugiados iranianos que vivem no Brasil acompanham com apreensão os ataques no Oriente Médio e temem uma intensificação da repressão no Irã. Ario Narriri, refugiado há 12 anos no país, mantém contato constante com familiares e amigos desde a madrugada deste sábado (28). Dono de um restaurante em São Paulo, ele afirma que o medo se concentra nos presos políticos mantidos pelo regime da República Islâmica.

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“Existe uma preocupação enorme, sobretudo com os prisioneiros do regime. Em ataques desse tipo, eles podem ser eliminados”, afirma Narriri.

O empresário deixou o Irã ao lado da esposa após perseguição política por participação em protestos contra o regime do líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Segundo ele, as autoridades confiscaram bens e tentaram negociar o retorno do casal. “Bloquearam tudo o que tínhamos. Tentaram negociar nossa volta, mas não conversamos com um regime que tem o sangue do nosso povo nas mãos”, diz.

Neste domingo (29), Narriri e outros refugiados organizam a sétima manifestação pacífica contra o regime islâmico na Avenida Paulista, a partir das 11h. Os protestos começaram após o corte de internet e milhares de mortes de pessoas contrárias ao governo do Irã, em janeiro deste ano. Ele relata que o movimento perdeu participantes após retaliações diretas do regime.

“Membros do regime aparecem para filmar os protestos. Depois, parentes e amigos que estão no Irã sofrem represálias. Levaram a mãe de um participante e o irmão de outro. Mesmo assim, não vamos parar. Se matarem todos os jovens, quem vai reconstruir o país?”, questiona.

Refugiados iranianos no Brasil defendem que o povo do Irã decida, por eleições, qual regime deve governar o país. (Foto: Pedro Fratino/Movimento contra República Islâmica)

Povo deve escolher novo regime no Irã, afirmam refugiados e líderes políticos

Narriri afirma que a escolha do próximo regime deve caber exclusivamente ao povo iraniano. Ele se declara monarquista, mas defende um processo democrático. “Não importa o modelo. Importa que o povo escolha. Temos monarquistas, liberais e democratas no movimento. Estamos unidos pela queda da República Islâmica e pelo direito de decidir nas urnas”, afirma.

Os ataques realizados neste sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel reforçam essa leitura entre os opositores do regime. A ofensiva ocorre em meio ao enfraquecimento interno do governo iraniano e à contestação de sua liderança.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os bombardeios e divulgou um vídeo no qual convocou a população iraniana a assumir o controle do país. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou discurso semelhante. O governo israelense admite que tenta atingir figuras centrais do regime, o que indica que a ofensiva também mira o núcleo do poder político no Irã.

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A Gazeta do Povo é um jornal sediado em Curitiba, Paraná, e é considerado o maior e mais antigo jornal do estado. Apesar de ter cessado a publicação diária em formato impresso em 2017, o jornal mantém suas notícias diárias online e semanalmente em formato impresso. O jornal é publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A., pertencente ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).