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Reforma em Washington vira dor de cabeça para Trump

Últimas atualizações em 23/06/2026 – 23:11 Por Gazeta do Povo | Feed


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito uma série de reformas em pontos turísticos de Washington para preparar a capital americana para as celebrações dos 250 anos da independência do país, em 4 de julho. Mas uma das obras mais simbólicas, no espelho d’água entre o Lincoln Memorial e o Monumento a Washington, virou dor de cabeça para a Casa Branca.

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A mais recente reforma do espelho d’água foi concluída no começo deste mês e custou US$ 14,8 milhões (R$ 76,9 milhões). O projeto incluiu a aplicação de uma camada impermeável e a pintura do fundo da estrutura em um tom chamado por Trump de “azul bandeira americana”. A ideia era que, com a reforma, o espelho d’água passasse a refletir melhor os monumentos ao redor, sem os problemas anteriores, como a proliferação de algas, que deixou a água esverdeada e prejudicou o efeito de reflexão.

Poucos dias depois da entrega, contudo, o local voltou a apresentar problemas semelhantes aos de antes da reforma. A água do espaço voltou a apresentar proliferação de algas e ficou novamente esverdeada, enquanto partes do material azul aplicado no fundo começaram a descascar. Funcionários do Serviço Nacional de Parques foram mobilizados para limpar a área, retirar algas e aplicar produtos químicos no espaço.

Trump acusou vândalos de danificar o espelho d’água recém-reformado. Nesta semana, a Casa Branca informou que novos reparos seriam realizados no local e que o reservatório poderia precisar ser esvaziado e reabastecido. O governo americano afirmou que cinco pessoas foram presas por atos de vandalismo que teriam causado os novos danos ao espaço, enquanto outras cinco receberam notificações federais relacionadas ao caso.

Um dos presos foi identificado como sendo David Hearn, ex-atleta olímpico americano da canoagem. De acordo com a imprensa americana, ele afirmou que apenas tocou em uma parte já solta do material azul no fundo do espelho d’água e negou ter vandalizado o local. Hearn disse que não arrancou, quebrou nem removeu nada do espaço.

Adversários questionam reformas

As reformas promovidas por Trump na capital têm sido alvo de críticas de opositores, que questionam tanto os custos quanto o processo de contratação das empreiteiras responsáveis pelas obras. O projeto de reforma do espelho d’água foi inicialmente estimado em US$ 1,8 milhão (R$ 9,3 milhões), mas acabou saindo pelos US$ 14,8 milhões. O governo justificou o aumento pelo cronograma acelerado para concluir a obra antes das celebrações do 4 de julho.

Além do espelho d’água, o presidente também promoveu projetos como a reforma do Rose Garden, a construção de um salão de bailes na Casa Branca e a proposta para erguer um novo arco monumental na capital. O governo também avançou com intervenções em parques públicos de Washington, como a reforma do Lafayette Square, em frente à Casa Branca, e o projeto de instalar um Jardim dos Heróis Americanos no West Potomac Park, área às margens do rio Potomac que hoje é usada por moradores para atividades esportivas e eventos ao ar livre.

Trump defende que as reformas servem para revitalizar a capital americana. Críticos, porém, afirmam que intervenções como a pintura do espelho d’água, a reforma do Rose Garden e a proposta de novas estruturas permanentes desrespeitam o caráter histórico de áreas protegidas, além de terem sido conduzidas, segundo eles, com custos inflados e prazos apertados para garantir impacto político nas celebrações dos 250 anos dos Estados Unidos.

Uma organização americana de preservação histórica, a The Cultural Landscape Foundation, processou o governo alegando que a obra do espelho d’água foi iniciada sem passar por todas as análises exigidas para intervenções em monumentos e áreas históricas federais. O Departamento do Interior argumentou que a nova superfície ajudaria a melhorar o reflexo do Memorial Lincoln e do Monumento a Washington, além de corrigir problemas antigos de infiltração e deterioração.

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