Rádio Roquette Pinto renova sua programação e apresenta sua musa

A famosa rádio Roquette Pinto, sob administração do Governo do Estado do Rio de Janeiro, anunciou em 01 de março de 2021 uma renovação em sua programação e apresentou ao grande público a sua nova comunicadora, que acabou tornado-se musa ‘informal’ da rádio, ‘eleita’ pelos ouvintes: A estonteante Mônica Bittencourt. Eu já vou explicar essa história…

Com um anúncio robusto no site institucional do governo carioca, a Roquette Pinto destacou a sua nova programação com um belo texto assinado por Vinícius Monteiro:


“Há 87 anos no ar, a Rádio Roquette Pinto resgata seu nome e seu propósito histórico nesta segunda-feira (01/03), com uma programação renovada e focada em educação, cultura e prestação de serviços, sempre com muita música de qualidade. A emissora promete abrir espaço para aqueles que não têm voz, falando de todo o estado do Rio de Janeiro e das pessoas que aqui vivem.

– A gente está voltando às origens intelectuais, culturais e simbólicas daquela que é uma das rádios mais queridas pelos cariocas. Foi ali que nasceu o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho), é o lugar por onde Silvio Santos, Antônio Carlos e tantos outros passaram – comentou Thiago Gomide, diretor-presidente da Roquette Pinto.

Os novos programas de jornalismo são “O Rio em Pauta”, com Ermelinda Rita, e “Almanaque”, com Mônica Bittencourt. O Rio em Pauta vai trazer muita informação e prestação de serviço. Já o Almanaque apresentará um foco mais cultural e educativo. O quadro “Tá na Escola” é um exemplo dessa nova Roquette Pinto: um lugar onde o educador – seja ele diretor, professor ou merendeiro – possa participar e se sentir em casa.

– A presença da Ermelinda Rita vem para dar mais credibilidade. Uma jornalista com muitos anos de experiência e que é muito exigente quanto à apuração jornalística. Também temos o Che Oliveira, vencedor do Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, nas reportagens. Foi montada uma equipe técnica que, como os voluntários, acredita no papel da radiodifusão pública – contou o coordenador de jornalismo, Pablo de Moura.

Ao longo de sua história, a rádio teve outros nomes, mas nunca deixou de ser carinhosamente chamada pelos ouvintes de Roquette Pinto. Em sua concepção, o fundador, Edgard Roquette Pinto, médico, professor, escritor e antropólogo, sempre lutou por uma emissora capaz de elevar o nível cultural do país.

Uma forma de dar seguimento nesse conceito voltado para a educação é o Laboratório Roquette Pinto, um programa da rádio de capacitação de estudantes e professores. Hoje, os universitários já vão até lá para ter essa experiência no jornalismo radiofônico. Agora, o programa também vai ser aberto para colégios e escolas.

A programação artística será comandada pelo cantor Toni Platão, que em seus quase 40 anos de carreira promoverá a integração entre cultura e educação para mudar a cara da rádio, abrindo espaço para outros órgãos do governo, como a Secretaria de Cultura, que por meio da Escola de Música Villa-Lobos vai ter um espaço na grade. O esporte continua presente, tomando uma forma de aproximação do público e permitindo outras formas de se aprender.

A parceria com os outros órgãos do governo é um dos focos da nova gestão. Vem sendo desenvolvido um projeto de troca de acervos entre Roquette Pinto e o Museu da Imagem e do Som (MIS). A rádio vai entregar ao museu a sua obra para tratamento e posterior disponibilidade para o público. Enquanto isso, o acervo do MIS vai ser levado para a emissora, permitindo que as equipes de jornalismo e artística possam aproveitar o material e também contar fatos relacionados ao museu, que conta com mais de 350 mil obras.

– Essas parcerias com as outras áreas do governo são muito importantes. A Roquette Pinto vai ser um ponto de encontro de muitos. Ela não pode ser apenas uma rádio, ela vai ser uma produtora de conteúdo, que também vai ter vídeo e texto. O principal é a rádio, mas a emissora é muito mais do que isso – explicou Thiago Gomide.”


EXPLICANDO A MUSA…

O que a própria Roquette Pinto não esperava era a repercussão meteórica e positiva do Programa Almanaque, que tornou-se informalmente o carro-chefe dessa reformulação, comandado pela carismática e belíssima, Mônica Bittencourt.

Sua desenvoltura, raciocínio rápido e sua leveza (sua risada é contagiante e elegante), comandando o show, tornam o Almanaque um delicioso programa de entretenimento.


Mônica Bittencourt comandando o Almanaque | Print de Rede Social

A razão do sucesso da nova programação da Roquette Pinto é uma soma de fatores: O desenvolvimnto profissional da famosa rádio carioca, uma deliciosa programação musical, programas culturais de muita qualidade, âncoras respeitados, repórteres e jornalistas capacitados, consagrados e premiados, a chegada de grandes profissionais em diversas áreas, muitos deles famosos em todo o Brasil como Ermelinda Rita (de quem sou fã) e Che Oliveira (vencedor do Prêmio Tim Lopes), o crescimento da cobertura esportiva (já pensaram no Bruno Cantarelli, da Rádio Tupi FM narrando os jogos pela Roquette? Seria imbátivel) e a descoberta de novos talentos, entre eles, a ‘Moniquinha’, como sua legião de fãs a tem apelidado.

Atriz, apresentadora, locutora, cronista e dona de uma beleza incomensurável, Mônica só ‘perde’ a sua beleza para o brilho de seu próprio talento.

Gigantesco.

Dona de uma voz única, doce e firme, ela transmite com muita sinceridade e verdade o seu programa (redundância proposital) ao comandar o Almanaque, de segunda à sexta-feira das 13h às 15h.

É uma delícia ouvir esse programa cultural, nas tardes do ‘Dial’ (em épocas de conectividade, no pc, smart, tablet).

O ouvinte tem a certeza que ali está uma comunicadora honesta e verdadeira, que tem prazer e ama o que faz, que se entrega de corpo e alma. Ali não esta uma ‘personagem’ que interpreta uma comunicadora, está uma mulher (ou seria uma menina?) que leva a sério o que faz…

Quem saiu ganhando foram os fãs da Môniquinha, que crescem a cada dia e a própria Roquette Pinto, que está sendo descoberta por novos ouvintes ou (re) descoberta por antigos fãs.

É um novo oxigênio em uma rádio de 87 anos.

Em contato com a Mônica na tarde de ontem (12/05), via Rede Social, eu brinquei com ela que a Roquette Pinto deveria ser ‘inteligente’ e aproveitar essa ascenção de sua ‘musa informal’ (o crescimento da Roquette flagrantemente passa pelo carisma da Mônica), a Roquette deveria explorar à sua imagem como Garota Propaganda, nessa nova fase… E claro, acrescentar um adicional em seu Contra-Cheque…

Venha ser um ‘Almanaquer”.


Léo Vilhena | Jornalista
Rede GNI