Psol rejeita formar nova federação com o PT para Eleições 2026
Últimas atualizações em 07/03/2026 – 15:49 Por Gazeta do Povo | Feed
O Diretório Nacional do Psol rejeitou, neste sábado (7), a proposta de fazer parte da Federação Brasil da Esperança, encabeçada pelo PT. A ideia era defendida por nomes de peso dentro do Psol, como o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP), e sua rejeição sinaliza um importante racha na esquerda em pleno ano eleitoral.
A proposta foi debatida em um encontro virtual do Psol. Além de rejeitarem a união com o PT, filiados ao partido de Boulos decidiram renovar a atual federação com o Rede Sustentabilidade por mais quatro anos. Mesmo assim, o racha não deve interferir no apoio psolista à candidatura à reeleição do presidente Lula (PT) em outubro – o Psol não deve ter candidato próprio à Presidência.
A ideia de se juntar ao PT se tornou uma bandeira da Revolução Solidária, corrente interna do Psol liderada por Boulos. Na justificativa a favor da união, o ex-deputado defendia que somente a partir da federação seria possível “coordenar melhor nossas forças nas eleições e fortalecer a presença nos parlamentos”.
Citando exemplos internacionais de unidade da esquerda, a corrente pró-PT defendeu que a integração ao partido de Lula demonstraria uma “disposição de fortalecer uma representação parlamentar mais à esquerda, assegurando autonomia política”.
Corrente do Psol defendeu federação para combater “Congresso Inimigo do Povo”
Em um artigo publicado na internet, a deputada estadual pelo Psol em Minas Gerais Bella Gonçalves foi outra a defender a federação com o PT. No texto, publicado antes da votação, a parlamentar lembrou que partidos conservadores somados ao Centrão formam a maioria no Congresso Nacional.
“É o chamado ‘Congresso Inimigo do Povo’ que coloca o governo Lula sob permanente tensão, negociando cada votação e enfrentando resistências para aprovar medidas essenciais à vida do povo”, avaliou a deputada.
Para Gonçalves, a construção de um projeto de esquerda para o Brasil não se dará pelo isolamento dos partidos, mas sim pela união das legendas e pela formação de alianças estratégicas.
“A federação não apaga nossa identidade. Pelo contrário, fortalece um Psol mais maduro, menos sectário e mais conectado com as necessidades reais da classe trabalhadora. O que está em jogo não é apenas o destino de um partido. É o futuro do Brasil. Mesmo após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro, o bolsonarismo permanece como força social e institucional relevante. Eleger Lula foi fundamental para interromper um ciclo autoritário, e reelegê-lo é o maior desafio de 2026”, afirmou.
Deputada do PT defendeu união com o Psol contra o “avanço do fascismo”
Laura Sito, deputada estadual do PT no Rio Grande do Sul, foi outra a formar coro em favor da federação com o Psol. Em um artigo publicado no site do Partido dos Trabalhadores, ela defendeu a federação como uma forma de se defender contra “o avanço do fascismo”.
“Nesse contexto, um partido isolado torna-se incapaz de incidir sobre as grandes questões nacionais. A prioridade absoluta da esquerda brasileira e dos setores que defendem a soberania nacional é a reeleição do presidente Lula. Mas essa tarefa não pode ser compreendida apenas como um feito eleitoral; trata-se de uma batalha de hegemonia, na qual é preciso aglutinar forças para dirigir este processo histórico”, disse.
Contrários à federação Psol-PT falam em preservar “identidade política”
Na contramão de Boulos e dos defensores da união com o PT, a deputada federal Sâmia Bonfim (Psol-SP) compartilhou um artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo no qual explica por que se posicionou contra a federação entre os dois partidos. O texto é assinado por outros deputados, como Luiza Erundina e Ivan Valente (Psol-SP) e Glauber Braga e Chico Alencar (Psol-RJ).
O artigo defende que ao manter duas federações separadas, o campo progressista sairá fortalecido. A decisão também deve “ampliar a diversidade de vozes e de representação social” e contribuir para ampliar a base de apoio à reeleição de Lula.
“Psol e PT cumprem, nesse cenário, papéis complementares. Há agendas que exigem a força de um grande partido de governo. E há disputas políticas, sociais, culturais e ambientais que apenas um partido com a identidade e a liberdade política do Psol consegue impulsionar. No sentido de preservar essa independência política, participaremos da coligação presidencial, mas temos uma opinião contrária a federar com o PT”, define a nota.
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