Protesto em apoio a grupo pró-Palestina termina com mais de 40 presos em Londres
Últimas atualizações em 31/10/2026 – 17:02 Por G1 Mundo
Policiais prendem um manifestante durante um protesto em apoio à Ação Palestina, em frente à embaixada dos EUA, em Londres — Foto: Alberto Pezzali/AP
Dezenas de pessoas foram presas em um protesto em frente à Embaixada dos EUA em Londres, no sábado (31), em apoio ao grupo proibido Ação Palestina, informou a polícia local.
A Polícia Metropolitana de Londres afirmou em comunicado que 48 pessoas foram presas e que a maioria das prisões estava relacionada a indivíduos que expressaram apoio à Ação Palestina, uma organização proibida.
"Os agentes permanecem no local e continuam efetuando prisões", dizia o comunicado.
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Mais de 100 pessoas participaram do protesto, muitas delas carregando cartazes com os dizeres: "Eu me oponho ao genocídio, eu apoio a Ação Palestina".
Alguns manifestantes foram ouvidos aplaudindo e gritando "Palestina livre, Palestina livre" quando as pessoas foram levadas para viaturas policiais.
O governo do Reino Unido declarou o grupo ilegal no ano passado, classificando-o como "organização terrorista". A proibição torna a filiação ou o apoio à Ação Palestina um crime punível com até 14 anos de prisão.
Manifestantes também realizaram uma vigília em apoio ao grupo em frente ao Consulado dos EUA em Edimburgo, na Escócia, exibindo cartazes semelhantes aos vistos em Londres.
Não houve relatos de prisões, mas a Polícia da Escócia informou que as investigações para identificar pessoas que vestiam camisetas e seguravam faixas em apoio a uma organização proibida continuam.
"As provas estão sendo analisadas e outras medidas serão tomadas conforme apropriado", afirmou a corporação.
Manifestantes exibem cartazes em apoio à Ação Palestina, em frente à embaixada dos EUA, em Londres — Foto: Alberto Pezzali/AP
Os protestos ocorreram antes de um recurso apresentado em 4 de novembro à Suprema Corte contra a designação da Ação Palestina como grupo terrorista. Os apoiadores afirmam que a proibição é draconiana e viola sua liberdade de expressão.
Em agosto, o governo dos EUA anunciou sanções contra o grupo, classificando-o como terrorista.
A Ação Palestina, fundada em 2020, tem como objetivo impedir o apoio militar do Reino Unido a Israel, que, segundo a organização, está cometendo genocídio contra os palestinos — acusação que Israel nega veementemente.
O grupo afirma que seu objetivo é impedir o genocídio, desarticulando os "facilitadores corporativos do complexo militar-industrial israelense".
Em 2024, seus ativistas invadiram uma fábrica pertencente à fabricante de armas israelense Elbit Systems UK, destruindo equipamentos com marretas e pés de cabra. Em junho de 2025, ativistas invadiram uma base da Força Aérea Real Britânica, jogaram tinta vermelha nos motores de dois aviões-tanque e causaram mais danos com pés de cabra.
Fonte: G1 Mundo
