Presidente da Sampdoria é preso na Itália e renuncia

A Guarda de Finanças da Itália prendeu nesta segunda-feira (6), em Milão, o presidente da Sampdoria, Massimo Ferrero, em um inquérito por crimes societários e falência fraudulenta, mas sem relação com o clube genovês.

No entanto, apesar de o caso estar ligado a outras atividades, o cartola decidiu renunciar ao cargo de mandatário da Samp.

Ferrero foi levado para a penitenciária San Vittore, enquanto outras cinco pessoas foram colocadas em prisão domiciliar, incluindo sua filha, Vanessa.

A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Paola, na região da Calábria, extremo-sul da Itália, e diz respeito à quebra de quatro empresas de Ferrero nos setores hoteleiro, turístico e cinematográfico, todas elas com sede na província de Cosenza.

“Massimo Ferrero, até para tutelar da melhor forma possível os interesses das outras atividades em que opera e isolar qualquer especulação em relação à Sampdoria e ao mundo do futebol, pretende formalizar imediatamente sua renúncia aos encargos sociais dos quais é titular”, diz uma nota divulgada pelo clube, cuja gestão ficará a cargo temporariamente do diretor Alberto Bosco.

A prisão do cartola chega na semana do clássico de Gênova contra o Genoa, maior rival da Sampdoria, e o elenco foi informado do ocorrido pelo diretor esportivo Daniele Faggiano. Segundo informações de bastidores, os jogadores – muitos deles têm relação próxima com Ferrero – ouviram que é importante a equipe “permanecer compacta e reagir em campo, a partir do dérbi”.

Empresário da indústria do cinema, Ferrero é dono da Sampdoria desde 2014 e chegou a sair da presidência da agremiação durante oito meses em 2017, também por causa de crimes financeiros ligados a suas outras atividades.

Simpatizante da Roma, ele já indicou sua vontade de ceder o controle da Sampdoria, clube que tem como maiores glórias o título italiano de 1991 e a final da Copa dos Campeões em 1992.

“Se houver alguém capaz de dar mais luz do que eu à Sampdoria, que se apresente, estou pronto para ouvi-lo e a passar [o clube] de mão”, disse o cartola no último fim de semana. (ANSA)

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