Posse de Abelardo de la Espriella na Colômbia: segurança e mudanças econômicas
Últimas atualizações em 07/08/2026 – 01:16 Por AFP
A Colômbia vive um momento de virada política neste 7 de agosto de 2026. Abelardo de la Espriella assume a presidência em Cali, marcando o retorno da direita ao poder. Ele assume com o desafio de reverter as políticas de Gustavo Petro, enfrentar a escalada da violência e lidar com uma economia fragilizada, tudo sob um esquema de segurança sem precedentes após ameaças de grupos armados.
Quem é o novo presidente e quais são suas principais promessas?
Abelardo de la Espriella é um líder de direita que venceu as eleições com um discurso de ruptura. Suas prioridades incluem retomar o controle de territórios dominados pelo narcotráfico, reduzir o tamanho do Estado para equilibrar as contas públicas e fortalecer a aliança com os Estados Unidos. Ele defende uma postura de ‘mão firme’, contrastando com a política de negociações do governo anterior.
Como será a nova estratégia de segurança pública?
O novo governo encerra a política de ‘paz total’, que buscava acordos com guerrilhas. De la Espriella deu um prazo de um mês para que grupos criminosos se entreguem. Caso contrário, haverá uma ofensiva militar total. Para isso, ele conta com o general Jorge Eduardo Mora no Ministério da Defesa e planeja criar Blocos de Segurança Urbana para combater crimes como extorsão e lavagem de dinheiro já a partir deste sábado.
Por que a cerimônia de posse acontece em Cali e não em Bogotá?
A escolha de Cali, no sudoeste do país, é carregada de simbolismo. A região é um dos epicentros do conflito armado e da produção de coca. Ao tomar posse ali, o presidente quer sinalizar que o Estado está voltando a ocupar áreas que ele considera terem sido entregues à criminalidade. A segurança foi reforçada com 11 mil agentes para impedir ataques de dissidências das Farc.
Qual é a situação econômica herdada pelo novo governo?
A Colômbia enfrenta um cenário complexo: embora o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido nos últimos anos, o investimento estrangeiro caiu drasticamente. A inflação está o dobro da meta (acima de 6%) e a dívida pública chega a 60% do PIB. De la Espriella pretende cortar até 40% dos gastos administrativos até 2030, prometendo manter os programas sociais essenciais enquanto tenta atrair novos investidores.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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