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Porta-voz dos EUA diz que Trump quer eliminar PCC  e CV

Últimas atualizações em 01/06/2026 – 14:09 Por AFP


A porta-voz do Departamento de Estado americano, Amanda Roberson, declarou que o governo de Donald Trump atua para eliminar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), que foram designadas na semana passada por Washington como organizações terroristas estrangeiras. As informações constam em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (1º).

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A representante da Casa Branca afirmou que o presidente republicano deixou claro desde o início de seu segundo mandato que utilizará todos os recursos à sua disposição para combater grupos criminosos que atuam nas Américas. Segundo ela, a designação das facções brasileiras fazem parte de uma ampla estratégica para atingir esse objetivo.

De acordo com a porta-voz, apenas a classificação como terroristas não permite uma intervenção militar no Brasil, segundo a lei americana. Ela cita outras ações que podem ser tomadas contra criminosos seguindo a jurisdição dos EUA.

“Importante destacar as consequências das designações, que são restrições de visto para membros desses grupos, bloqueios de seus bens nos EUA, proibição de pessoas dentro dos EUA de realizarem transações com esses grupos e classifica como crime dar qualquer apoio material a esses grupos”, informou.

Ao ser questionada sobre possíveis intervenções no sistema de pagamento brasileiro Pix par impedir transações para o PCC e CV, Roberson destaca que essas ações ficam a cargo do Departamento do Tesouro americano.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou na última quinta-feira (28) a classificação das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A medida passará a valer no dia 5 de junho, próxima sexta-feira.

No anúncio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o PCC e o CV são “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.

A decisão foi divulgada um dia depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se reunir com Rubio na Casa Branca e reforçar o pedido para que o governo americano incluísse o PCC e o CV na lista de organizações terroristas estrangeiras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não chegou a discutir o assunto durante seu encontro com Trump no mês passado. O governo brasileiro se posicionou contra a designação das facções como terroristas.

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