Policial de folga passa em ponto de ônibus e salva bebê engasgada

Um policial militar salvou a vida de uma bebê que ficou sem respirar após se engasgar em um ponto de ônibus de Paraíso do Tocantins, na região central do estado do Tocantins. O cabo Neilson Lopes de Oliveira, de 35 anos, estava de folga quando passou no local e parou para ajudar. Vídeos de câmeras de segurança mostram o momento em que o militar realiza manobras de salvamento na criança já desacordada.

A situação ocorreu por volta das 20h desta quarta-feira (9) em um ponto de apoio a ônibus, na saída para Barrolândia. O cabo que atua no 8º Batalhão da PM disse ao g1 que passava na região porque estava indo encontrar com amigos. Ele resolveu parar ao ouvir gritos no local.

“Foi Deus que me enviou. Eu estava de de moto e vi um tumulto, as pessoas gritando, e parei para ver o que estava acontecendo. E lá tinha uma mãe desesperada gritando: ‘minha filha vai morrer, minha filha vai morrer’. Era uma criança engasgada. Vi que niguém tinha técnica e comecei a fazer as manobras de salvamento”, contou o militar.

A mãe e a criança viajavam para o Maranhão. Ela contou que tudo aconteceu quando, na parada de ônibus, ela resolver dar um pedaço de salgado com suco para a filha.

O cabo Neilson disse que quando chegou a bebê já estava desacordada. Ele ficou mais de dois minutos realizando a manobra. O procedimento padrão para bebês é dar tapinhas nas costas, com a criança de bruços e um pouco inclinada para o chão.

“A criança já estava mole, com a face roxa, sem respitar e iniciei a monobra para desobstruir [as vias respiratórias]. Depois de um tempo ela começou a reagir e entreguei no colo da mãe. Eu fui no momento certo. Se o socorro demorasse a menina poderia ficar com sequelas”, contou.

O policial conta que aprendeu a técnica durante a formação como policial e essa foi a primeira vez que precisou fazer a manobra. “Nunca precisou, mas eu sabia fazer. Isso me deixou tranquilo. Mesmo com a demora eu sabia que ia dar certo”, explicou.

O policial contou que só depois conseguiu entender a importância do ato. “Só quando cheguei em casa, tomei banho é que caiu a ficha. A gente fica anestesiado. Foi muito bom saber que contribui para salvar uma vida”.

Letícia Queiroz, g1 Tocantins


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