Polícia prende os assassinos do presidente do Haiti

Autoridades do Haiti anunciaram a prisão dos “supostos assassinos” do presidente do Haiti, Jovenel Moïse,  morto a tiros na madrugada desta quarta-feira na residência oficial em Porto Príncipe.

“Os supostos assassinos (de Moise) foram interceptados pela Polícia Nacional em Pelerin pouco depois das 18h” locais (19h de Brasília), tuitou o vice-ministro das Comunicações, Frantz Exantus, acrescentando que mais detalhes serão fornecidos em breve.

Na madrugada de quarta-feira, um grupo de homens armados invadiu a residência oficial no bairro de Pelerin 5, em Porto Príncipe, atirando no presidente,  e agravando uma crise política que se prolonga há meses no país caribenho.

A primeira-dama, Martine Moïse, também foi baleada e levada para receber os primeiros socorros em um hospital da região. Ela foi em seguida transferida para tratamento em Miami, onde chegou na tarde desta quarta, e segundo o embaixador haitiano nos Estados Unidos, Bocchit Edmond, seu estado é crítico, mas estável.


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Os assassinos, segundo o jornal Miami Herald, que teve acesso a vídeos filmados na vizinhança da residência oficial, se passaram por agentes da agência antidrogas dos Estados Unidos, a DEA. Na gravação, é possível ouvir um homem com sotaque americano gritando em um megafone: “Operação da DEA. Todos se afastem”. Fontes no governo haitiano disseram ao veículo que se tratavam de mercenários sem vínculos com o órgão americano.

Mais cedo, o jornal Diário Libre, da República Dominicana, noticiou que autoridades do país — que divide a mesma ilha com o Haiti — investigavam se os assasssinos tinham fugido para o seu território. Segundo a tese das autoridades dominicanas, os asssassinos podem ter agido em cumplicidade com um importante delegado que trabalhava na segurança presidencial, informou o Diário Libre.

Agências Internacionais de Notícias, O Globo


Edição: Léo Vilhena | Rede GNI