Conectando você ao Brasil e ao mundo desde 2010

Plano de mineração de Lula e o desafio das terras raras

Últimas atualizações em 12/07/2026 – 00:35 Por Gazeta do Povo | Feed


O Plano Nacional de Mineração 2050, lançado pelo governo Lula, projeta o Brasil como líder em terras raras. No entanto, o plano baseia-se em estimativas antigas e não confirmadas, enfrentando obstáculos como a falta de mapeamento do subsolo, insegurança jurídica e burocracia ambiental.

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

O que são as terras raras e por que elas são importantes?

Terras raras são um grupo de 17 minerais essenciais para a fabricação de produtos modernos, como motores de carros elétricos, turbinas de energia eólica, celulares e sistemas de defesa. Elas são chamadas de ‘críticas’ porque a economia mundial depende delas para a transição energética, mas sua extração e processamento são difíceis e dominados hoje quase totalmente pela China.

Qual é a polêmica sobre o tamanho das reservas brasileiras?

O governo afirma que o Brasil possui 21 milhões de toneladas de terras raras, citando dados antigos de órgãos americanos. Porém, o próprio Serviço Geológico dos Estados Unidos revisou esse número para 11 milhões neste ano. Especialistas explicam que há uma confusão entre ‘recurso’ (potencial geológico) e ‘reserva’ (quantidade comprovada e viável para extração), e o Brasil ainda conhece pouco o que realmente existe em seu subsolo.

Como o governo pretende ampliar a participação da mineração no PIB?

O Plano Nacional de Mineração 2050 quer elevar a fatia do setor mineral no Produto Interno Bruto (a soma de todas as riquezas do país) de 3,3% para 4,8%. O objetivo é criar cerca de 800 mil novos empregos diretos nas próximas décadas, transformando o potencial mineral em um vetor de desenvolvimento econômico e tecnologia, deixando de ser apenas um exportador de matéria-prima bruta.