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Plano de Mamdani assusta bilionários e Texas vê oportunidade

Últimas atualizações em 22/05/2026 – 21:18 Por AFP


Enquanto o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do Partido Democrata, avança com propostas de aumento de impostos, o governo republicano do Texas tenta capitalizar a preocupação gerada em Wall Street e no mercado imobiliário para promover o estado como um destino mais atraente para investimentos, com carga tributária menor, menos burocracia e uma série de incentivos a grandes empresas.

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O contraste entre os dois projetos políticos tem movimentado o mapa econômico dos Estados Unidos, com bancos, fundos de investimento, bolsas e até gigantes da tecnologia migrando ou ampliando operações no Texas.

Prefeito socialista quer imposto sobre segundas residências de luxo

Em abril, Mamdani anunciou, durante o “Dia do Imposto” nos Estados Unidos, o avanço da proposta chamada “pied-à-terre tax“, um imposto anual sobre segundas residências de luxo que será cobrado em Nova York.

A proposta, defendida por Mamdani desde sua campanha eleitoral, foi incluída pela governadora democrata do estado de Nova York, Kathy Hochul, em sua proposta de orçamento estadual para o ano fiscal de 2027, que ainda será votada no Parlamento estadual.

Inicialmente, Hochul vinha resistindo ao avanço da medida, mas cedeu à pressão política feita pelo prefeito e sua base pela inclusão do imposto no orçamento. A proposta precisava ser aceita pelo governo estadual porque, pelas leis do estado de Nova York, a prefeitura da cidade não pode criar novos tributos sozinha.

Se aprovada pelo parlamento estadual, a cobrança começará em 2027 e atingirá segundas residências avaliadas acima de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões, na cotação mais recente). A alíquota anual ficará entre 0,8% e 1,3%, conforme o valor do imóvel. O imposto terá validade inicial de cinco anos e só poderá ser prorrogado com nova aprovação dos parlamentares.

Mamdani anunciou o avanço de sua proposta em um vídeo gravado em frente a um prédio onde fica um luxuoso apartamento do empresário Ken Griffin, bilionário fundador do fundo de investimentos Citadel. Avaliado em US$ 238 milhões (R$ 1,1 bilhão), o apartamento fica na Midtown Manhattan e se enquadra no perfil de imóvel de luxo que o novo imposto pretende atingir. O prefeito socialista se elegeu no ano passado com a promessa de taxar os mais ricos.

O aumento de impostos neste momento é visto como parte do esforço de Mamdani para tentar equilibrar o orçamento municipal, que projeta déficit de US$ 5,4 bilhões (R$ 27 bilhões) neste ano – contudo, este imposto em questão deve gerar apenas cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em receita anual, segundo a prefeitura.

Griffin classificou como “assustadora” e “estranha” a decisão do prefeito socialista em anunciar o novo imposto em frente ao prédio onde fica seu apartamento. “Mamdani deixou muito claro: Nova York não recebe bem o sucesso”, disse o empresário durante evento no começo deste mês. Por meio de porta-voz, Griffin também classificou o vídeo de Mamdani como “teatro político irresponsável” que “mina o futuro de uma das cidades mais importantes do mundo”.

O setor imobiliário de Nova York também criticou o avanço da proposta de Mamdani. Em comunicado à emissora local Fox 5, James Whelan, presidente do Real Estate Board of New York (REBNY) afirmou que o novo imposto “não tornará Nova York mais acessível” nem resolverá a falta de moradias ou o déficit orçamentário estrutural da cidade. Segundo ele, a medida deve desestimular novos investimentos, travar a construção de novos prédios residenciais, reduzir o valor dos imóveis e acabar com milhares de vagas de empregos.

A reação de Griffin e do mercado imobiliário reflete o clima de apreensão que tomou conta de Wall Street após a posse de Mamdani, em 1º de janeiro deste ano.

Texas está atraindo investidores de Nova York

O Texas opera há mais de duas décadas um modelo bem diferente do que tem sido implementado neste momento em Nova York: não cobra imposto de renda estadual sobre pessoas físicas e substituiu o tradicional imposto corporativo por uma taxa estadual de 0,75% sobre a receita de determinadas empresas, com isenção para negócios que faturam menos de US$ 2,47 milhões (R$ 12 milhões) por ano.

O governo do Texas, sob o comando do republicano Greg Abbott, também possui um arsenal de programas de incentivo para atrair investimentos, e tem buscado cativar mais empresários e executivos ainda instalados em Nova York para que se mudem para o estado do sul.

Essa estratégia de atração de investimentos começou a ser montada em 2003 com a criação do Texas Enterprise Fund, mecanismo que oferece subsídios a empresas que escolhem o estado em detrimento dos concorrentes.

Entre 2003 e 2024, o fundo financiou cerca de 213 projetos, com mais de US$ 878 milhões (R$ 4,4 bilhões) em recursos públicos liberados e compromisso de geração de mais de 127 mil empregos, segundo dados do escritório de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Texas.

Em 2023, Abbott, já no comando do governo estadual, criou o Texas Semiconductor Innovation Fund, fundo voltado à atração da indústria de semicondutores. No ano seguinte, lançou o programa Jobs, Energy, Technology and Innovation (JETI), que reduz impostos locais por até 10 anos para grandes projetos de investimento no estado.

Os resultados dessas iniciativas já aparecem nos números. De acordo com o relatório “Texas’s Competitive Edge”, publicado em fevereiro deste ano pela Partnership for New York City, entidade que reúne cerca de 300 das maiores empresas com operações em Nova York, o Texas ultrapassou Nova York em 2024 como estado com maior número de empregados no setor de serviços financeiros, excluindo os setores de seguros e imóveis.

Nova York ainda mantém uma economia financeira maior: o setor movimentou cerca de US$ 330 bilhões (US$ 1,6 bilhão) em 2024, contra US$ 193 bilhões (R$ 975 milhões) no Texas. Mas o crescimento texano tem sido mais acelerado. Na última década, o setor financeiro do estado expandiu 121%, enquanto Nova York cresceu 72%.

Também entre 2015 e 2024, segundo a mesma entidade, 314 empresas transferiram suas sedes para o Texas. A maior parte veio da Califórnia, com 156 mudanças. Nova York aparece em segundo, com 23 transferências.

De acordo com o relatório, os principais fatores para a migração para o Texas são os impostos mais baixos, o custo imobiliário menor e um ambiente considerado mais favorável aos negócios.

À imprensa americana, o porta-voz do governo Abbott, Andrew Mahaleris, disse que o Texas está “orgulhoso de receber empresas e geradores de empregos de todo o país”, em um estado onde, segundo ele, “não há imposto de renda estadual, a regulação é razoável e o ambiente é pró-crescimento”.

Migração de profissionais

A migração de capital humano qualificado para o Texas também tem se intensificado nos últimos anos. O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos, anunciou em 2024 que emprega mais pessoas no Texas do que em qualquer outro estado do país. Em 2025, a instituição confirmou a construção de um novo escritório na cidade de Fort Worth, que deve dobrar a capacidade de funcionários no Texas até 2027.

Por sua vez, a rede de serviços financeiros Wells Fargo também inaugurou no ano passado um novo espaço de trabalho avaliado em US$ 570 milhões (R$ 2,8 bilhões) em Dallas, com capacidade para 1,5 mil novos funcionários. O banco Goldman Sachs também tem ampliado sua presença em Dallas.

A chegada crescente de bancos, gestoras e profissionais do mercado financeiro em Dallas e Forth Worth tem sido classificada por executivos do setor como uma “migração silenciosa”. As duas cidades passaram a ser apelidadas de Y’all Street– trocadilho que mistura Wall Street (em Nova York) com a expressão sulista “y’all” (vocês todos, em português), em referência ao sotaque texano.

Avanço das bolsas no Texas

Em fevereiro do ano passado, a Bolsa de Nova York (NYSE) decidiu iniciar operações no Texas lançando a NYSE Texas, uma operação de ações totalmente online sediada em Dallas.

Em setembro do mesmo ano, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) aprovou a criação da Texas Stock Exchange (TXSE), nova bolsa que pretende rivalizar com a NYSE e com a Nasdaq (também de Nova York).

A proposta da TXSE é atrair empresas com regras mais simples e custos menores do que os praticados nas bolsas tradicionais de Nova York, tanto para abrir capital quanto para se manter listada. Segundo o cronograma divulgado pela própria TXSE, o início das operações está previsto para julho deste ano.

A bolsa já captou cerca de US$ 275 milhões (R$ 1,3 bilhão) em capital inicial, com apoio de instituições como a BlackRock, Citadel Securities, Charles Schwab, JPMorgan Chase, Bank of America e Goldman Sachs.

Neste ano, a Nasdaq também lançou a Nasdaq Texas, em Dallas, iniciando operações no estado do sul.

“O recente bate-boca entre o prefeito Mamdani e Ken Griffin exemplifica exatamente o que tenho dito publicamente há algum tempo: a cidade de Nova York, sob sua atual liderança, não acredita em recompensar o sucesso”, disse este mês à imprensa local o prefeito de Dallas, Eric Johnson, que chegou ao cargo sendo um democrata em 2019, mas migrou para o Partido Republicano em 2023. Para ele, Nova York agora “acredita em punir o sucesso”.

Texas já atrai também as gigantes de tecnologia

O ambiente favorável aos negócios também tem feito as gigantes de tecnologia olharem com carinho para o Texas. Em maio, a Dell Technologies anunciou a decisão unânime de seu conselho de transferir sua sede legal do estado de Delaware – um reduto democrata – para o Texas.

Abbott celebrou o anúncio em postagem na rede social X: “É isto o que acontece quando geradores de empregos e inovadores são acolhidos, e não punidos”, escreveu. O governador acrescentou que “mais empresas certamente seguirão” a decisão.

A chegada da Dell fortalece a ofensiva do Texas para disputar com Delaware o posto de principal domicílio jurídico das grandes empresas americanas. Um dos pilares dessa estratégia foi a criação, em 2023, da Texas Business Court, tribunal especializado em disputas empresariais e inspirado na Court of Chancery, a corte que ajudou Delaware a se consolidar como capital corporativa dos Estados Unidos.

Em 2025, o Texas reforçou essa ofensiva ao alterar suas leis empresariais para reduzir a exposição de diretores e executivos a ações movidas por acionistas. A ideia é oferecer às companhias um ambiente jurídico mais previsível e favorável do que o de Delaware, onde, segundo dados oficiais, cerca de dois terços das 500 maiores empresas americanas estão registradas.

O recente movimento de empresas que deixam Delaware para se reincorporar em outros estados já vem sendo aproveitado pelo Texas. A imprensa americana tem apelidado esse fenômeno de “DExit”, em uma alusão ao nome do estado.

Entre os casos mais conhecidos de migração empresarial recente estão os da Tesla e da SpaceX, ambas de Elon Musk, que mudaram suas sedes legais para o Texas após uma decisão controversa da Justiça de Delaware ter anulado um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões (R$ 281 bilhões) aprovado para Musk pelo conselho da Tesla.

Além dessas, as empresas Dropbox, TripAdvisor e a gestora Pershing Square, esta última do bilionário Bill Ackman, também já anunciaram saídas de Delaware. Críticos apontam que as cortes do estado passaram a aplicar padrões cada vez mais rigorosos em processos movidos por acionistas contra executivos, o que teria elevado o risco jurídico de manter sede legal no estado.

Empresários cogitam trocar NY por estados republicanos

Diante do avanço da agenda de Mamdani, executivos do mercado financeiro e empresarial de Nova York já passaram a sinalizar a possibilidade de levar negócios para estados governados por republicanos, como Texas e Flórida.

Barry Sternlicht, fundador do Starwood Capital Group, grupo imobiliário com cerca de US$ 30 bilhões em ativos, afirmou à CNBC, em novembro do ano passado, que considera desocupar escritórios em Nova York. “O socialismo nunca funcionou em lugar nenhum”, disse o empresário.

John Catsimatidis, dono da Red Apple Group, também levantou a possibilidade de transferir a sede de sua empresa para a Flórida, estado governado pelo republicano Ron DeSantis.

O próprio Griffin já transferiu a sede de sua empresa de um reduto democrata para um republicano. Em 2022, o bilionário mudou a sede global da Citadel de Chicago, no estado de Illinois governado pelo democrata J. B. Pritzker, para Miami, na Flórida, citando como motivos o avanço de políticas progressistas e o aumento da criminalidade na cidade.

A saída esvaziou um dos principais polos corporativos de Chicago e privou a cidade de um de seus maiores doadores institucionais ao longo de duas décadas.

Desde o anúncio do “pied-à-terre tax” por Mamdani, Griffin afirmou que vai “redobrar” investimentos na Flórida, onde a Citadel já constrói sua nova sede. O bilionário também reavalia, segundo declarações dadas à imprensa americana, o projeto de construção de uma torre de US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões) em Manhattan, anunciado antes da eleição do socialista.

Mamdani quer mais impostos, mas governadora ainda resiste

Hochul, governadora democrata de Nova York que pertence à ala mais “moderada” do partido, se opôs inicialmente ao imposto sobre segundas residências de Mamdani, mas acabou cedendo e incluindo a proposta em seu orçamento estadual após meses de pressão política.

Agora, ela tenta impedir o avanço de um novo plano do prefeito socialista para a cidade: elevar em dois pontos percentuais o imposto de renda municipal sobre nova-iorquinos que ganham mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano.

A medida, que também dependeria de autorização do parlamento estadual, elevaria a alíquota atual de 3,88% para 5,88%, e afetaria cerca de 34 mil pessoas. A estimativa de arrecadação é de US$ 3 bilhões por ano, recursos que financiariam, segundo o prefeito, não o rombo dos cofres da cidade, mas sim o plano de creches gratuitas, principal promessa de campanha de Mamdani.

Hochul, que tenta a reeleição em novembro, busca equilibrar neste momento duas pressões dentro e fora do Partido Democrata: de um lado, a ala progressista alinhada a Mamdani, que defende o aumento de impostos para financiar mais programas públicos populistas; do outro, empresários e eleitores moderados preocupados com o impacto de uma carga tributária maior sobre Nova York.

Segundo a imprensa americana, a governadora teme que mais aumentos de impostos reforcem o discurso de que Nova York está se tornando menos competitiva e acelerem a saída de contribuintes mais ricos e grandes empresas para estados governados por republicanos, como Texas e Flórida.

A preocupação também tem peso eleitoral. Embora Nova York continue sendo um reduto democrata, aliados da governadora avaliam que parte do eleitorado mostra sinais de desgaste com a ala mais à esquerda do partido. Esse alerta ganhou força depois que o presidente Donald Trump ampliou seu desempenho em áreas historicamente democratas nas eleições presidenciais de 2024.

População tem trocado estados democratas por redutos republicanos

Segundo dados do Internal Revenue Service (IRS, na sigla em inglês), a Receita Federal americana, em 2023 o Texas recebeu 56.473 novos contribuintes vindos de outros estados, e a Flórida recebeu 55.349.

No sentido oposto, Nova York perdeu quase 72 mil contribuintes no mesmo período, e a Califórnia perdeu mais de 100 mil. A saída desses moradores retirou cerca de US$ 10 bilhões em renda do estado de Nova York e quase US$ 12 bilhões da Califórnia.

Análise feita este ano pelo think tank conservador Heritage Foundation aponta que estados democratas como Califórnia, Nova York, Illinois, Nova Jersey e Massachusetts tiveram, juntos, perda líquida de 477 mil moradores entre julho de 2024 e julho de 2025. A entidade também observa que os dez estados com maior carga tributária geral nos Estados Unidos são governados atualmente por democratas, enquanto os dez com menor carga tributária são governados por republicanos.

A mudança tem ocorrido principalmente porque americanos buscam menos impostos, menor custo de vida, mais oportunidades de emprego e melhor qualidade de vida nos estados republicanos.

Dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos mostram que, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, o Texas liderou a criação de empregos no país, com 187,7 mil novas vagas, seguido pela Flórida, com 139 mil.

A Califórnia ficou em 18º lugar no mesmo ranking, com apenas 22,4 mil postos criados. Em janeiro de 2025, o estado da costa Oeste já acumulava 13 meses consecutivos com mais de um milhão de trabalhadores desempregados, concentrando sozinha 21,1% de todos os pedidos de seguro-desemprego dos Estados Unidos.

O deslocamento em vigor pode ter efeitos políticos de longo prazo. Como as cadeiras da Câmara dos Deputados dos EUA são distribuídas com base na população de cada estado, locais que ganham moradores tendem a ampliar sua influência política após o próximo censo, previsto para 2030.

Segundo a AMAC Action, organização conservadora americana, estados onde o presidente Trump venceu na última eleição podem ganhar até 11 cadeiras adicionais na Câmara dos Deputados na próxima atualização do censo e, por consequência, 11 votos a mais no Colégio Eleitoral depois de 2030, caso as tendências populacionais se mantenham. Estados democratas como Califórnia e Illinois, por outro lado, podem perder representação.

Há questões sobre se as pessoas que se mudam para redutos republicanos votariam nos democratas ou se acompanhariam o perfil eleitoral do destino. Um estudo publicado em novembro de 2025 na revista acadêmica Political Science Quarterly, da Universidade de Oxford, analisou a Flórida e concluiu que as pessoas que têm se mudado para o estado têm fortalecido o Partido Republicano local, em vez de ameaçá-lo. Os autores apontam que, em geral, quem decide deixar um estado democrata em busca de menos impostos tende a ter perfil mais à direita do que a média do estado de origem.

Análise feita pela empresa americana de mudanças iMoving, divulgada em abril, mostrou que sete dos dez principais estados de destino dos americanos em mudança interestadual votaram em Trump na eleição presidencial de 2024: Texas, Flórida, Carolina do Norte e a Geórgia lideraram a lista. No total, segundo a empresa, 58% das mudanças interestaduais no período analisado foram para estados republicanos.

Levantamento realizado em 2021 pela Texas Public Policy Foundation, think tank conservador americano, em parceria com a empresa de pesquisas WPA Intelligence, já havia detectado o mesmo padrão. A pesquisa, que ouviu 3.228 pessoas no Texas, mostrou que americanos que se mudaram de outros estados para o Texas votaram em Trump em número superior ao dos eleitores nascidos no estado na eleição presidencial de 2020. Os que vieram da Califórnia foram os que mais votaram no republicano.

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