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PGR diz que manutenção de prisão de Braga Netto é “adequada”

Últimas atualizações em 02/06/2025 – 23:41 Por Gazeta do Povo | Feed

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta segunda-feira (2) a manutenção da prisão do general Walter Braga Netto, ex-ministro do governo Bolsonaro, preso em dezembro de 2024 por obstrução de justiça no âmbito da investigação da suposta tentativa de golpe de Estado.

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Ele foi acusado de tentar obter dados sigilosos da delação do tenente-coronel Mauro Cid. O parecer foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). No último dia 28, a defesa voltou a pedir a soltura do general em um agravo regimental.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reafirmou que a prisão deve ser mantida para preservar o curso do processo e não pode ser substituída por medidas cautelares. Gonet destacou que a prisão ainda é a medida “adequada” e “proporcional”. O ministro Alexnadre de Moraes, relator do caso, rejeitou o último pedido de liberdade apresentado pelos advogados de Braga Netto no último dia 22.

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“A gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes a evidenciar a contemporaneidade e justificar a manutenção da custódia cautela”, disse Gonet.

A defesa argumentou que o recebimento da denúncia descaracterizava o fundamento da prisão cautelar, pois revela “um novo contexto fático-processual, diverso do momento em que foi julgado o primeiro agravo regimental”.

“Reitera-se, ainda, que o oferecimento da denúncia não afasta automaticamente o perigo de interferência indevida na instrução criminal, cujo curso regular deve ser resguardado até a sua conclusão, notadamente para o correto entendimento da extensão das condutas dos envolvidos”, rebateu o procurador-geral.

“O quadro fático denota, assim, risco de continuidade delitiva por parte do investigado, o que traz à espécie o elemento de contemporaneidade”, acrescentou.

O PGR apontou que o “recurso interposto não apresenta novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado no acórdão proferido pela Primeira Turma” no dia 26 de março, quando a denúncia foi recebida.

Gonet disse que a denúncia “revelou o papel proeminente do denunciado na estrutura criminosa” e reiterou que Braga Netto “atuou para incitar militares e angariar apoio à tentativa de golpe de Estado”.

O parecer aponta que “medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal ao caso”.

Da Redação

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