PF adia depoimento de Lulinha para depois do 2º turno das eleições

Últimas atualizações em 30/09/2026 – 05:34 Por Gazeta do Povo | Feed


A Polícia Federal deve convocar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para prestar depoimento apenas após o segundo turno das eleições. A decisão baseia-se na complexidade da perícia no celular da lobista Roberta Luchsinger, apreendido em dezembro de 2025, e em uma estratégia para evitar fatos políticos que possam impactar o pleito atual, enquanto o filho do presidente permanece na Espanha.

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Como o celular de uma lobista ligou o filho do presidente a novas investigações?

O aparelho de Roberta Luchsinger foi apreendido durante a Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias contra o INSS. Embora Lulinha não seja alvo no caso da previdência, a perícia encontrou mensagens em que Roberta o chamava de sócio e discutia a articulação de negócios com empresários interessados em contratos públicos. Esse material revelou uma suposta rede de influência que envolveria pagamentos a nomes do entorno palaciano e servidores de ministérios. A análise técnica é complexa devido ao grande volume de dados, o que serve de justificativa oficial para o ritmo atual da apuração.

Quais são os inquéritos específicos que apuram a conduta de Lulinha no STF?

O nome de Fábio Luís aparece em três inquéritos independentes no STF, todos sob sigilo. Dois estão com o ministro André Mendonça, mas foram temporariamente remetidos a Edson Fachin. Um deles foca em uma tentativa de viabilizar contratos de cannabis medicinal no Ministério da Saúde, e o outro apura crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa em contratos de tecnologia. O terceiro inquérito, relatado pelo ministro Flávio Dino, examina a atuação dele em contratos com órgãos como a Dataprev e investiga se houve vazamento de informações sigilosas das próprias frentes de investigação policial.

Quais nomes do governo federal aparecem citados nas mensagens periciadas?

As mensagens extraídas indicam movimentações financeiras e presentes para figuras próximas ao presidente. Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, teria recebido cerca de R$ 250 mil de Roberta, alegando tratar-se de um empréstimo já quitado. Outro citado é Swedenberger Barbosa, o Berger, atual chefe de gabinete adjunto, que teria ganhado um relógio e uma pintura da lobista. Além disso, servidores do Ministério do Desenvolvimento Social teriam recebido depósitos antes de uma empresa representada por Roberta fechar contratos de R$ 50 milhões com a pasta governamental.