Petro denuncia presidente da Colômbia por “perseguição política”
Últimas atualizações em 02/09/2026 – 03:53 Por Gazeta do Povo | Feed
O ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro afirmou nesta terça-feira (1º) que, antes de deixar o cargo, denunciou seu sucessor, Abelardo de la Espriella, no Tribunal Penal Internacional (TPI) por perseguição política, um crime que afirmou ser “contra a humanidade”.
“Devo advertir Abelardo (De la Espriella) que, antes de deixar de ser presidente, deixei uma denúncia contra ele pela perseguição contra um grupo civil com identidade política, crime de lesa-humanidade”, escreveu o ex-governante no X.
Petro, que deixou o poder no último dia 7, quando De la Espriella assumiu, argumentou que sob seus direitos de quando ainda era presidente “e sob a lei colombiana que é o Estatuto de Roma, a denúncia foi interposta no TPI”.
O TPI, com sede em Haia, na Holanda, é o tribunal internacional encarregado de investigar e julgar pessoas acusadas de cometer genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e o crime de agressão.
A Colômbia assinou o Estatuto de Roma em 2002, motivo pelo qual o órgão tem jurisdição sobre esses crimes quando são cumpridas as condições previstas no tratado.
“Assassinaram os companheiros James Flor e María Ovidia Palechor, líderes sociais do campesinato e comunitários em Cajibío (Cauca). Ambos amigos pessoais meus e militantes do Pacto Histórico”, declarou Petro.
Segundo os primeiros dados apurados sobre os fatos, indivíduos armados invadiram uma residência que este casal compartilhava em La Pedregosa, no município de Cajibío, e dispararam de forma indiscriminada contra os dois líderes sociais.
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