Patriarcas de Jerusalém condenam ataques de colonos a cristãos em Taybeh

Últimas atualizações em 22/10/2026 – 19:37 Por AFP


Patriarcas e chefes de igrejas em Jerusalém emitiram uma condenação formal após ataques violentos de colonos mascarados contra agricultores cristãos palestinos e autoridades europeias. O incidente ocorreu em 17 de outubro em Taybeh, durante a colheita de azeitonas, atividade vital para a subsistência local. Os líderes pedem punição aos culpados e proteção internacional para as comunidades atingidas.

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Como ocorreu o ataque e quem foram as principais vítimas?

O ataque foi realizado por colonos mascarados na cidade de Taybeh, a leste de Ramallah, em uma área coordenada pela paróquia do Patriarcado Latino. O grupo agrediu agricultores palestinos que trabalhavam na colheita de azeitonas, uma tradição de gerações na região. Além dos moradores locais, a violência atingiu uma delegação diplomática composta por representantes da França, Bélgica e Polônia. O prefeito da cidade francesa de Aulnoye-Aymeries, Bernard Baudoux, sofreu agressões físicas, e um veículo consular belga foi danificado durante o tumulto, gerando forte repercussão internacional.

Qual é a gravidade da situação de segurança na Cisjordânia no momento?

Os líderes religiosos afirmam que este não é um caso isolado, mas parte de um terror em larga escala que atinge o pico durante a temporada de colheita. Recentemente, uma fotojornalista do Washington Post ficou gravemente ferida após ser atacada por colonos em outra aldeia, Abu Falah. Apesar de o exército israelense ter declarado Taybeh como zona militar fechada em agosto para tentar conter conflitos, os episódios de violência persistem. A preocupação central é que a falta de punição consistente aos agressores crie um ambiente de impunidade que coloca em risco a vida de civis e visitantes.

Por que a colheita de azeitonas é o ponto central desses conflitos?

A colheita de azeitonas é muito mais do que uma atividade agrícola; ela representa uma fonte vital de renda para milhares de famílias palestinas e um símbolo de conexão profunda com a terra. Os líderes das igrejas denunciaram uma decisão religiosa publicada recentemente que, de forma infundada, alega permitir que judeus tomem as azeitonas de agricultores palestinos. Embora vários rabinos tenham rejeitado publicamente essa interpretação, o conceito é considerado extremamente perigoso por incentivar o roubo de safras e ameaçar os meios de subsistência de comunidades cristãs proeminentes na Cisjordânia.